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Câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil

Por Gabriel Tazinasso
20 de fevereiro de 2025
Só no Brasil no ano de 2023, foram constatados 73.610 casos e em 2021, 18.139 mortes em decorrência do câncer de mama - Foto: Pamela Maria

Só no Brasil no ano de 2023, foram constatados 73.610 casos e em 2021, 18.139 mortes em decorrência do câncer de mama - Foto: Pamela Maria

Buscando conscientizar sobre a importância de realizar os cuidados com a mama, 5 de fevereiro no Brasil é o Dia Nacional da Mamografia. Só no Brasil no ano de 2023, foram constatados 73.610 casos e em 2021, 18.139 mortes em decorrência do câncer de mama. O câncer como um todo é uma proliferação celular desordenada que acontece no nosso corpo que surge a partir de mutações, de alterações do material genético, então essa é uma das perguntas freqüentes.

O câncer é uma doença genética que surge a partir de alterações que ocorrem no núcleo da célula, no DNA, no código chave da existência humana que está dentro do núcleo de todas as nossas células. A mutação gerada por um fator externo, um fator mutagênico, algo que a gente se alimenta, leva essa mutação e no caso da mama, das células mamárias, levar a uma proliferação.

Apesar de quando perceptível o nódulo ser uma doença grave o autoexame é crucial, pois 20% dos cânceres de mama tem um nível de agressividade maior – Foto: Pamela Maria

Segundo o oncologista e mastologista, Alvo Vizzotto, nesse microambiente e se não diagnosticado e não tratado ocorre um espalhamento, uma disseminação da doença para outros órgãos, fator de letalidade. Quando essa célula sai do seu local de origem e vai para o fígado, para o cérebro, para o pulmão, para os ossos, ela vai danificando as células dos outros órgãos e isso é o que caracteriza o câncer não só de mama, mas especialmente o câncer de mama.

Vizzotto, lembra que fazer o acompanhamento com especialista ajuda significativamente a constatar esse tipo de câncer no inicio, aumentando a chance de cura. “O câncer de mama que é uma epidemia. Nós vivemos uma epidemia de câncer e no caso da mulher, o câncer de mama é o mais freqüente, o mais sério, o mais preocupante”, alerta.

O câncer de mama não é exclusivo da mulher. O homem também pode ter câncer de mama, embora de todos os casos, menos de 1% ocorre no homem. O mastologista explica que o ambiente hormonal para o desenvolvimento de câncer no homem é muito menos freqüente que produz uma quantidade mínima de estrogênio e progesterona que são os dois hormônios mais relacionados, como elemento propiciador no caso do estrogênio elemento protetor, no caso a progesterona.

Segundo o especialista, na mulher, as características e principalmente as mudanças comportamentais que a gente vive na última década está fazendo com que gradativamente o câncer de mama venha se tornando o mais sério. Ele salienta que o tumor tem que ser diagnosticado em uma fase anterior a ele ser perceptível como um nódulo. “Um tumor que tenha dois centímetros, por exemplo, e que possa ser palpável nós já estamos diante de uma doença potencialmente grave, porque esse tumor tem centenas de milhares, milhões de células, e essa célula pode durante o processo de formação sair da lesão local original e ir para outros locais. Por isso os exames de imagem são cruciais nesse processo.”

Autoexame

Apesar de quando perceptível o nódulo ser uma doença grave o autoexame é crucial, pois 20% dos cânceres de mama tem um nível de agressividade maior. “Apesar da mamografia ou ultrassom serem importantes como exame de imagem para ser feito na mulher que não sente nada o autoexame precisa ser feito todo mês. Se a mulher menstrua, [realiza o exame] um ou dois depois do término da menstruação e se ela não menstrua, deve se escolher um dia do mês.”

Confira a entrevista na íntegra com o oncologista e mastologista, Alvo Vizzotto em nosso canal no YouTube: 

Tags: Câncer de mamaDestaqueMamografiamastologista

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