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Operação do Gaeco prende major da PM suspeito de recebimento de propina

Por Luiz de Carvalho
24 de setembro de 2025
Major Alexandro Marcolino Gomes, comandante da PM, é preso suspeito de cobrar propina

O major Alexandre Marcolino Gomes chegou ao 4º BM como aspirante e ultimamente era comandante da 3ª Cia Independente da PM, em Loanda Foto: Arquivo

O major Alexandro Marcolino Gomes, que foi comandante da 3ª Companhia Independente de Loanda e atuou no 4º Batalhão da PM, em Maringá, foi preso preventivamente nesta terça-feira, 23, em operação dos núcleos de Umuarama e Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga .

Também foram cumpridas ordens de bloqueio de bens no valor de R$ 344 mil.

As ações foram cumpridas no âmbito da Operação Transparência, desdobramento da Operação Zero Um, que investiga o suposto uso da função para obtenção de vantagens indevidas por parte do oficial.

A operação investiga a cobrança e recebimento de propina por um grupo de policiais de Maringá e Loanda.

 

Comandante do esquema

O Ministério Público do Paraná começou a investigar os militares há oito meses, após o Gaeco de Maringá receber notícia relacionada à possível prática de vários crimes militares envolvendo o major Alexandro Gomes e soldados da corporação.

Com a investigação, foram obtidas diversas evidências de que o comandante da PM realizava, de forma sistêmica, a cobrança e o recebimento de propinas, o que fazia de maneira estruturada e habitual.

Apurou-se, ainda, que o esquema contava com um operador financeiro e se manteve estável mediante cobranças de valores indevidos, intimidações e subjugação de subordinados, inclusive como forma de mudar os rumos de procedimentos disciplinares, inquéritos policiais militares, assim como para a obtenção de transferências de unidades.

 

Defesa diz que prisão é ‘desproporcional’

“A defesa do Major Alexandro Marcolino, por meio da presente nota, vema público reafirmar seu compromisso com a verdade, com a legalidade e coma preservação das garantias fundamentais asseguradas pela Constituição daRepública. A prisão cautelar decretada contra o Major Alexandro Marcolino mostra-se medida desproporcional e inadequada ao atual estágio processual,representando afronta ao princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII,CF/88), garantia que constitui um dos pilares do Estado Democrático deDireito. É imprescindível destacar que a prisão preventiva não pode ser utilizadacomo antecipação de pena ou como instrumento de coação. Sua aplicaçãosomente se legitima em hipóteses de comprovada necessidade, devidamentefundamentadas, o que não se verifica no caso em tela.Cumpre ainda ressaltar que o Major Alexandro Marcolino, ao longo dos26 anos de sua carreira, sempre pautou sua conduta pela disciplina, pelorespeito à lei e pela dedicação ao serviço público.A decisão que lhe impôs a custódia cautelar gera reflexos não apenasem sua vida pessoal, mas também em sua família, que atualmente enfrentasérias dificuldades com sua ausência, agravando o sofrimento de seus entesqueridos diante de uma medida que não encontra amparo naproporcionalidade exigida pela ordem jurídica.A defesa manifesta sua confiança nas instituições de Justiça, convictade que a análise serena e técnica dos fatos conduzirá à revisão desta decisão,restabelecendo-se a liberdade do Major Alexandro Marcolino e reafirmando-seo compromisso da sociedade com os valores constitucionais”

 

 

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Tags: DestaqueMajor Alexandro Marcolino Gomespropina

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