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As 7 mortes mais impactantes de Jujutsu Kaisen que mudaram o rumo da história

Por Erick Matias
27 de dezembro de 2025
Maringá

Desde o primeiro capítulo, Jujutsu Kaisen deixou claro que não seria uma história confortável. Diferente de muitos shonens tradicionais, a obra de Gege Akutami construiu um mundo onde a morte não é apenas uma consequência possível, mas uma presença constante. Personagens importantes caem, promessas são interrompidas e o impacto dessas perdas reverbera por toda a narrativa.

Mais do que choques momentâneos, algumas mortes em Jujutsu Kaisen mudaram completamente o rumo da história, redefiniram personagens e alteraram o equilíbrio do mundo jujutsu. A seguir, analisamos as sete mortes mais impactantes da obra, considerando peso narrativo, consequências emocionais e influência direta nos eventos seguintes.

1. Junpei Yoshino: o ponto sem retorno para Yuji Itadori

A morte de Junpei Yoshino foi o primeiro grande choque emocional de Jujutsu Kaisen. Até aquele momento, a história ainda flertava com a ideia de que nem tudo estava perdido. Junpei representava a possibilidade de redenção, de mudança e de salvação para alguém que havia sido consumido pela dor.

Quando essa esperança é brutalmente arrancada, Yuji Itadori entende, pela primeira vez, que não é possível salvar todos. Esse momento redefine completamente o protagonista. A ingenuidade desaparece e dá lugar a uma culpa constante, que passa a guiar suas decisões ao longo de toda a obra.

Narrativamente, a morte de Junpei marca a transição definitiva do mangá para um tom mais sombrio e implacável.

2. Nanami Kento: a perda da razão em meio ao caos

Nanami Kento era o equilíbrio dentro de Jujutsu Kaisen. Adulto, racional e cansado, ele representava a visão mais realista do mundo jujutsu. Sua morte não foi apenas triste, foi simbólica.

Ao cair durante os eventos mais caóticos da história, Nanami deixa para trás alunos que ainda não estavam prontos para lidar com um mundo sem referências. Sua ausência aprofunda o desespero de Yuji e escancara o fato de que até os mais preparados podem ser esmagados pelo sistema.

A morte de Nanami não impulsiona apenas o enredo, ela destrói emocionalmente quem ficou.

3. Nobara Kugisaki: a quebra do trio principal

A possível morte de Nobara Kugisaki foi um dos momentos mais controversos e discutidos da obra. Como parte do trio principal ao lado de Yuji e Megumi, sua queda rompe uma estrutura clássica do shonen.

Nobara sempre foi força, personalidade e identidade própria. Sua ausência cria um vazio narrativo proposital, refletindo o caos e a imprevisibilidade do mundo jujutsu. Mais do que perder uma aliada, Yuji perde um pedaço de sua estabilidade emocional.

Mesmo com ambiguidades, o impacto da morte de Nobara é inegável. Ela marca o fim da ilusão de proteção narrativa para personagens centrais.

4. Satoru Gojo: o colapso do equilíbrio do mundo jujutsu

A morte de Satoru Gojo é, sem dúvida, uma das mais impactantes de toda a história. Gojo não era apenas um personagem poderoso, ele era o pilar que sustentava o equilíbrio do mundo jujutsu moderno.

Com sua queda, o mundo entra em colapso. Maldições se tornam mais ousadas, feiticeiros perdem esperança e o sistema revela sua fragilidade. Narrativamente, a morte de Gojo serve para mostrar que nenhuma força individual é suficiente para sustentar um mundo quebrado.

O impacto dessa perda não é apenas imediato. Ele se estende até o final do mangá, moldando cada decisão tomada após esse evento.

5. Masamichi Yaga: o fim da velha guarda

A morte de Masamichi Yaga simboliza o colapso institucional do mundo jujutsu. Como diretor e figura de autoridade, Yaga representava uma resistência silenciosa contra o sistema opressor dos conselhos superiores.

Sua execução escancara a corrupção estrutural da sociedade jujutsu e deixa claro que não existe espaço para neutralidade. A partir desse momento, o conflito deixa de ser apenas contra maldições e passa a ser também contra o próprio sistema.

A morte de Yaga é menos explosiva, mas profundamente política e simbólica.

6. Toji Fushiguro: a morte que redefiniu o conceito de poder

Mesmo reaparecendo posteriormente, a morte original de Toji Fushiguro deixou marcas profundas na narrativa. Toji foi a prova viva de que o sistema jujutsu podia ser derrotado sem energia amaldiçoada.

Sua queda não foi apenas o fim de um personagem, mas o nascimento de uma nova filosofia de poder. O impacto de Toji ecoa diretamente em personagens como Maki Zenin e na própria desconstrução dos clãs tradicionais.

A morte de Toji mostra que o mundo jujutsu é vulnerável de formas que ele próprio se recusa a admitir.

7. O destino coletivo do Incidente de Shibuya

Embora não seja uma única morte, o Incidente de Shibuya representa um marco de perdas irreversíveis. Centenas de vidas são ceifadas, tanto de civis quanto de feiticeiros, mudando para sempre a relação entre o mundo humano e o mundo jujutsu.

Esse evento transforma Jujutsu Kaisen em uma história de pós-trauma. Nada volta a ser como antes. Personagens carregam cicatrizes físicas e emocionais, e o tom da narrativa se torna ainda mais desesperançoso.

Shibuya não é apenas um arco. É uma ferida aberta que nunca cicatriza completamente.

Por que as mortes em Jujutsu Kaisen são tão marcantes

O impacto dessas mortes vem do fato de que Jujutsu Kaisen não as trata como simples ferramentas de choque. Cada perda gera consequências reais, duradouras e muitas vezes irreversíveis.

Personagens não se recuperam facilmente. O mundo não se reorganiza de forma justa. O sofrimento permanece, acumulando-se capítulo após capítulo.

Mortes que constroem o legado da obra

As mortes em Jujutsu Kaisen não existem para chocar, mas para construir significado. Elas moldam personagens, destroem ilusões e expõem a crueldade de um mundo que nunca prometeu ser justo.

É justamente essa abordagem honesta e implacável que faz com que essas perdas continuem sendo lembradas, discutidas e sentidas mesmo após o fim do mangá.

No final, Jujutsu Kaisen deixa uma mensagem clara: sobreviver não é vencer. E, às vezes, a maior marca de uma história está naqueles que ela não conseguiu salvar.

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