A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior resultado da série histórica. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O desempenho foi resultado de exportações que somaram US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O superávit registrado em 2025 ficou atrás apenas dos alcançados em 2024 e 2023.
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o país atingiu um nível recorde de exportações mesmo em um cenário internacional desafiador. Segundo ele, apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos e das tensões geopolíticas globais, o Brasil conseguiu alcançar o maior volume exportado de sua história, ao mesmo tempo em que também registrou um recorde nas importações.
As tarifas aplicadas pelos Estados Unidos tiveram impacto direto no comércio bilateral. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 6,6%, passando de US$ 40,368 bilhões em 2024 para US$ 37,716 bilhões. Em sentido oposto, as importações de produtos dos Estados Unidos cresceram 11,3% no mesmo período.
Como consequência, o Brasil registrou um déficit comercial de US$ 7,530 bilhões nas trocas com os Estados Unidos em 2025.
Já no comércio com a China, principal parceiro comercial do Brasil, o cenário foi mais favorável. As exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 6% em 2025, alcançando US$ 100,021 bilhões, frente aos US$ 94,372 bilhões registrados em 2024.
As importações brasileiras de produtos chineses também apresentaram crescimento, com alta de 11,5%, passando de US$ 63,636 bilhões para US$ 70,930 bilhões. Com esse desempenho, o superávit comercial do Brasil com a China atingiu US$ 29,091 bilhões em 2025.


