A influencer que ficou conhecida como Barbie Humana voltou a ser notícia três meses após sua morte. O corpo da influenciadora Bárbara Jankavski Marques foi exumado por ordem da Justiça para saber se ela foi asfixiada e assassinada na casa de um defensor público.
A decisão judicial foi dada após pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A Promotoria alega que havia lesões e manchas no pescoço da mulher compatíveis com asfixia mecânica. Isso indica que ela poderia ter sido vítima de morte violenta, como uma agressão ou esganadura, por exemplo.
A exumação de Bárbara ocorreu na última terça-feira, 3, no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste da capital paulista. Os restos mortais passarão depois por nova perícia na Polícia Técnico-Científica. Ele será necropseado no Instituto Médico Legal (IML).
A Promotoria contestou o laudo preliminar, que indicou que Bárbara morreu por infarto devido ao consumo de cocaína. E também discordou da conclusão do 7º Distrito Policial (DP), Lapa, de que ela teve um ataque cardíaco. A delegacia investigava o caso e apontou que a morte da influencer foi acidental, descartando a possibilidade de algum crime.
Posteriormente, a Justiça atendeu pedido do Ministério Público para novos exames no cadáver e que a investigação passasse a ser feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A Promotoria requisitou ainda exames e radiografia do pescoço de Bárbara para descobrir se há marcas de esganadura ou fratura em algum osso. Também quer teste de DNA sob as unhas da influencer para saber se ela se defendeu de alguma agressão. Se isso ocorreu, a análise do material genético poderia identificar alguém.
Bárbara morreu em 2 de novembro. Ela tinha 31 anos e foi encontrada sem vida pela Polícia Militar (PM) na casa do defensor público Renato De Vitto, de 51 anos, na Lapa, seminua e com manchas pelo corpo.
Segundo os policiais da delegacia que investigava o caso, não houve crime, mas uma fatalidade. A convicção deles se baseou no resultado do exame do Instituto Médico Legal sobre a causa da morte dela. A perícia do Instituto de Criminalística (IC) também não relacionava as lesões encontradas no corpo da influencer a possíveis agressões.
Mudança na investigação
O Ministério Público e os advogados dos pais da influencer suspeitam que ela possa ter sido assassinada. Eles alegam que Bárbara tinha sinais de violência física, como lesões no olho, no pescoço e nas pernas. E querem que as outras três pessoas que estiveram com ela na casa sejam investigadas para saber se têm ou não envolvimento na morte dela.
A Justiça determinou que o celular do defensor fosse apreendido para ser periciado.
Em seu depoimento, Renato falou que contratou a influencer como garota de programa para ter relações sexuais. Disse ainda que os dois consumiram cocaína, que ela dormiu depois e não acordou.
Ele pediu ajuda por telefone ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E contou que chegou a fazer massagem cardíaca por nove minutos em Bárbara, mas ela não voltou a respirar. Quando a ambulância chegou, foi constatada a morte no local.

Como o 7º DP entendeu que Bárbara não foi vítima de crime, não foi apontado nenhum suspeito. O defensor público e as outras duas pessoas que estavam na residência dele naquele dia foram ouvidos como testemunhas.
A Justiça deu prazo até o início de março para que os peritos concluam a investigação e apresentem o relatório final.
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