O presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Henrique Pinto, assinou quinta-feira, 9, uma minuta concordando com as exigências feitas pela Itaipu Binacional em uma parceria para a construção de um centro de equoterapia no interior do Parque Internacional de Exposições de Maringá. O projeto prevê que a pista será coberta e ainda contará com ambiente próprio para a permanência dos cavalos, vestuário, sanitários e espaço administrativo.
Segundo Pinto, a Itaipu já tem uma empresa contratada para a obra e poderá iniciar os trabalhos ainda neste mês ou deixar para a segunda quinzena de maio para não ter qualquer interferência da realização da 52ª Expoingá, que começa no próximo dia 7.
A equoterapia é um tipo de terapia que utiliza cavalos para ampliar a afetividade, além melhorar o equilíbrio, postura, coordenação motora, autoconfiança e autonomia, com grande aproveitamento por pessoas neurodivergentes, sobretudo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
O projeto da Itaipu e SRM pretende oferecer o atendimento gratuitamente, com a participação de profissionais de saúde e de educação. A iniciativa poderá atender até 100 pessoas, sem custos para as famílias.
A possibilidade de parceria para um centro de equoterapia em Maringá surgiu de conversa do diretor-Geral da Itaipu, Enio Verri, com a diretoria da SRM. A Itaipu entra com os recursos necessários e a Sociedade Rural faz a administração e manutenção, já que a pista fará parte do parque de exposições.
O que é Equoterapia?
A equoterapia é uma prática terapêutica que tem mostrado, ao longo de décadas, o quanto a interação entre homem e animal pode oferecer benefícios para a saúde. Ela vai muito além de um passeio a cavalo.
Para a psicóloga Ana Carolina Sánchez, a prática pode melhorar a saúde de pessoas com comprometimentos físico e mental, especialmente os neurodivergentes. “Hoje a equoterapia já abrange várias áreas: crianças com problema de aprendizagem, adultos com dependência química”.
A equoterapia surgiu no final da década de 1940, na Escandinávia, após surtos de poliomielite. Porém, a atividade só chegou ao Brasil entre 1970 e 1980 e somente em 2019 a prática foi regulamentada, por meio da Lei 13.830.
Dados da Associação Nacional de Equoterapia (Ande), responsável pela metodologia da prática terapêutica no país, indicam que ela está presente em todo o Brasil e atualmente mais de 30 mil pessoas se beneficiam do movimento ritmado dos cavalos.
“A equoterapia está inserida em todas as regiões do país, em todas temos um centro de equoterapia filiado à Ande Brasil”, diz o presidente da associação, Jorge Dornelles Passamani.
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