A política de compras isentas de impostos na ilha de Hainan, no sul da China, já gerou vendas acumuladas superiores a 286,4 bilhões de yuans (cerca de US$ 41,76 bilhões) desde sua implementação em 2011. Os dados foram divulgados por autoridades alfandegárias locais e mostram o impacto crescente do programa no consumo e no turismo da região.
Lançada oficialmente em 20 de abril de 2011, a política permite que turistas comprem produtos livres de impostos em lojas específicas da ilha antes de retornarem ao continente chinês. Desde então, o programa passou por diversas atualizações e ajustes para ampliar seu alcance e estimular ainda mais o consumo.
De acordo com as estatísticas, a política já resultou na venda de 347 milhões de itens ao longo de quinze anos. Atualmente, Hainan conta com 12 lojas offshore duty-free, distribuídas em diferentes cidades da ilha, consolidando a região como um dos principais centros de compras do país.
O crescimento do setor está diretamente ligado ao plano estratégico do governo chinês para transformar Hainan em um grande polo econômico internacional. Em 2020, o governo central anunciou um plano diretor para converter toda a ilha em um porto de livre comércio de alto nível, com influência global até meados do século.
Um marco importante dessa estratégia ocorreu em dezembro do ano passado, quando foram iniciadas operações alfandegárias especiais em toda a ilha. Essa mudança transformou Hainan em uma zona especial de supervisão aduaneira, permitindo maior liberdade comercial entre a ilha e mercados internacionais.
Ao mesmo tempo, produtos enviados de Hainan para o restante da China continental continuam sujeitos a controles alfandegários padrão, garantindo o equilíbrio entre abertura econômica e supervisão regulatória.
Desde a implementação dessas novas operações alfandegárias, viajantes que deixaram o território continental da China através de Hainan já gastaram quase 67,72 milhões de yuans em compras dentro da política de isenção de impostos offshore.
Autoridades chinesas veem o programa como um instrumento importante para estimular o consumo doméstico, o turismo e o desenvolvimento regional, reforçando o papel de Hainan como um laboratório econômico para políticas de abertura e inovação comercial no país.







