Deixou a Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) no final da tarde desta segunda-feira, 27, Antonio Teodoro de Moraes, o Tony Teodoro, bancário aposentado condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na destruição parcial dos prédios do STF, Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, ele vai continuar comprindo a pena em casa.
Com quase 20 quilos menos do que quando foi preso, em março do ano passado, Tony Teodoro, que completou 71 anos dentro da penitenciária, continua afirmando que realmente esteve em Brasília no dia do quebra-quebra, mas que não destruiu nada. Segundo ele, a ida à Capital Federal foi a convite feito após uma missa, e aceitou porque está aposentado e foi-lhe prometido que todas as despesas seriam pagas por outros.
O STF concedeu a prisão domiciliar humanitária a Antonio, depois de um ano na PEM, por ele ter mais de 70 anos de idade e sua defesa ter apresentado comprovações de que ele sofre de artrite inflamatória crônica, diabetes e colesterol alto, necessitando de tratamento médico contínuo.

O STF impôs uma série de restrições para o cumprimento da prisão domiciliar, como o uso constante de tornozeleira eletrônica e suspensão do passaporte. O preso fica também proibido de manter contato com outros condenados da trama golpista e não poderá usar redes sociais, nem mesmo por meio de outras pessoas.
Veja também








