O Governo do Paraná encaminhou à Assembleia Legislativa do Paraná um projeto de lei que autoriza a contratação de uma operação de crédito externo de US$ 100 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado ao Fundo Estratégico do Paraná (FEPR) e deverá financiar iniciativas ligadas a investimentos produtivos, governança pública, sustentabilidade fiscal e ações de resposta a desastres.
A proposta busca fortalecer um instrumento voltado ao desenvolvimento socioeconômico do Estado, com foco em ampliar a capacidade de investimento público e estimular a geração de empregos. A expectativa do governo é que o fundo permita ao Paraná realizar aplicações de forma mais estratégica, ajudando também a atrair novos empreendimentos e impulsionar setores relevantes da economia.
O envio do projeto ocorre simultaneamente a uma missão técnica com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento, realizada na Secretaria da Fazenda do Paraná. Durante os encontros, equipes discutem detalhes operacionais da operação de crédito, instrumentos financeiros e as etapas necessárias para a implementação do fundo.
Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a captação internacional é considerada fundamental para consolidar o fundo como um mecanismo estruturado de investimento e planejamento financeiro de longo prazo. As discussões também incluem critérios de acesso aos recursos, estrutura de governança e mecanismos de monitoramento com metas e indicadores de desempenho.
Parte do financiamento deverá apoiar pequenas e médias empresas ligadas às cadeias exportadoras do Paraná, com linhas de crédito e instrumentos de cofinanciamento ainda em fase de elaboração.
O Fundo Estratégico do Paraná será organizado em três eixos principais: Reserva Estratégica, destinada ao apoio de projetos e parcerias de investimento; Reserva Fiscal, voltada à estabilidade financeira do Estado; e Reserva de Desastres, criada para viabilizar respostas rápidas a emergências climáticas e processos de reconstrução.
A criação do fundo também está relacionada às mudanças previstas pela reforma tributária brasileira, que prevê o encerramento de diversos benefícios fiscais a partir de 2028. Nesse contexto, o FEPR surge como alternativa para compensar a perda desses incentivos, reunindo recursos provenientes de fundos federais e outras fontes de financiamento.
Entre os setores considerados prioritários para receber investimentos estão infraestrutura, logística, inovação tecnológica, bioeconomia, agroindústria de baixo carbono e atividades industriais de maior valor agregado, dentro de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o Estado.



