A Polícia Civil do Paraná realizou, em abril, a primeira formação do Brasil voltada especificamente à função de imobilizador tático policial dentro da estrutura da Polícia Judiciária. O treinamento reuniu 21 agentes de diferentes forças de segurança e teve como foco o aperfeiçoamento de técnicas de imobilização e o uso adequado de algemas durante operações policiais.
O curso foi organizado pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) em parceria com a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC). A proposta da capacitação é padronizar procedimentos operacionais e fortalecer a atuação técnica dos policiais responsáveis pela contenção de suspeitos em ações de cumprimento de mandados e outras operações.
De acordo com o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a iniciativa busca estruturar a função de imobilizador tático dentro das equipes policiais. A ideia é que, durante operações, haja um agente designado especificamente para realizar a contenção e a aplicação correta das algemas, seguindo protocolos técnicos e legais.
Além de policiais da Polícia Civil do Paraná, participaram da formação integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais, da Polícia Civil de Goiás, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal e do Serviço de Operações Especiais da Polícia Penal do Paraná.
As instruções foram conduzidas por policiais do Tigre e também por integrantes do Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Penal de São Paulo, abordando técnicas de algemação, padronização de procedimentos e a atuação estratégica do imobilizador dentro da célula tática policial.
Ao final do curso, os participantes receberam formação para atuar como multiplicadores da técnica, permitindo que o conteúdo seja replicado em delegacias, unidades operacionais e instituições de segurança pública em diferentes estados.
Segundo a corporação, a iniciativa inaugura um modelo de qualificação técnica voltado à padronização de procedimentos de contenção e algemação no país. A expectativa é que o treinamento contribua para aumentar a segurança nas abordagens policiais, fortalecer a base técnica das operações e garantir maior respaldo jurídico às ações realizadas em campo.



