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Debate sobre projeto que equipara antissemitismo ao racismo gera preocupação entre especialistas

Por Agência Brasil
1 de maio de 2026

A discussão sobre os limites entre críticas políticas ao Estado de Israel e manifestações consideradas antissemitas ganhou destaque após a apresentação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados do Brasil que pretende equiparar o antissemitismo ao crime de racismo. A proposta reacendeu o debate entre juristas e acadêmicos sobre possíveis impactos à liberdade de expressão.

O tema voltou ao centro das atenções depois que a Justiça Federal em São Paulo condenou o presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), José Maria de Almeida, a dois anos de prisão por racismo, em razão de um discurso crítico ao governo israelense. A decisão foi proferida pelo juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal da capital paulista.

O caso ocorre paralelamente à tramitação do Projeto de Lei 1424/26, apresentado pela deputada Tabata Amaral. O texto propõe que atos considerados antissemitas sejam tratados como racismo — crime que, pela legislação brasileira, é inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de prisão e multa.

Segundo a parlamentar, a iniciativa busca fortalecer políticas públicas de combate ao preconceito contra judeus e alinhar a legislação brasileira a parâmetros internacionais adotados pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização criada após o Holocausto para promover ações de memória e prevenção ao antissemitismo.

No entanto, especialistas apontam que a definição utilizada no projeto pode gerar controvérsias. O texto inclui como possíveis manifestações de antissemitismo declarações que tenham como alvo o Estado de Israel quando este for tratado como representação coletiva do povo judeu. Também considera antissemitas comparações entre políticas israelenses e o regime nazista.

Para o professor de relações internacionais Bruno Huberman, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, existe o risco de que críticas políticas ao Estado de Israel sejam confundidas com preconceito religioso ou étnico. Ele ressalta que antissemitismo e antissionismo não são necessariamente a mesma coisa, já que o primeiro se refere ao preconceito contra judeus, enquanto o segundo diz respeito a posições políticas contrárias ao projeto nacionalista do sionismo.

Huberman argumenta que a discussão envolve disputas conceituais sobre identidade judaica, que pode ser compreendida sob dimensões religiosas, étnicas ou nacionais.

Outro especialista ouvido no debate é o historiador Michel Gherman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele avalia que já existem instrumentos legais no Brasil para punir o antissemitismo e alerta que uma legislação que associe automaticamente críticas a Israel ao preconceito pode gerar efeitos sobre o debate público.

De acordo com o pesquisador, existem discursos antissionistas que podem ser antissemitas, mas também há críticas políticas ao Estado de Israel que não configuram preconceito contra judeus.

A condenação de José Maria de Almeida ocorreu após denúncia do Ministério Público Federal, apresentada a partir de representação da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), que atuaram como assistentes de acusação no processo.

Em nota, o PSTU afirmou que pretende recorrer da decisão judicial e sustenta que o discurso do dirigente tinha como objetivo denunciar a situação do povo palestino e criticar ações do governo israelense, e não promover discriminação religiosa.

Enquanto o projeto segue em análise no Congresso, o tema continua a gerar discussões no meio acadêmico, político e jurídico sobre como combater o antissemitismo sem limitar o debate político sobre o conflito envolvendo Israel e os territórios palestinos.

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