O governo da China criticou duramente o novo Livro Branco de Defesa do Japão, afirmando que o documento exagera a chamada “ameaça chinesa” para justificar o fortalecimento das capacidades militares japonesas. A posição foi apresentada nesta terça-feira (5) pelo porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, Chen Xi.
A manifestação ocorreu após o governo japonês divulgar a edição “Defesa do Japão 2026”, na qual classifica as atividades militares da China como o maior desafio estratégico já enfrentado pelo país e aponta preocupações com a crescente presença militar chinesa em áreas próximas a Taiwan e em outras regiões do Indo-Pacífico.
Em resposta, Chen Xi afirmou que as acusações feitas por Tóquio são infundadas e classificou o conteúdo do relatório como uma tentativa de justificar a ampliação do poder militar japonês. Segundo o porta-voz, o documento apresenta uma visão distorcida das ações da China e busca criar um ambiente favorável ao aumento dos investimentos em defesa.
O representante chinês argumentou que o governo japonês vem promovendo mudanças graduais em sua política de segurança, incluindo a revisão de documentos estratégicos, o aumento dos gastos militares e o desenvolvimento de capacidades de ataque de longo alcance.
Na avaliação de Pequim, essas iniciativas representam um processo de expansão militar que desperta preocupação na região. Chen Xi afirmou que esse movimento coloca em risco a estabilidade regional e desafia a ordem internacional estabelecida no período pós-Segunda Guerra Mundial.
O porta-voz também voltou a destacar que a questão de Taiwan envolve a soberania e a integridade territorial da China, classificando o tema como um assunto interno que não deve sofrer interferência externa. Segundo ele, o respeito a esse princípio continua sendo um dos pilares das relações entre China e Japão.
Ao final da declaração, o governo chinês pediu que o Japão reflita sobre seu histórico militar, evite interferências em assuntos considerados internos por Pequim e adote uma postura voltada para a manutenção da paz e da estabilidade na região da Ásia-Pacífico.







