O governo da China condenou uma declaração divulgada pelo Departamento de Defesa das Filipinas no fim de julho, classificando o documento como uma “provocação política extremamente maliciosa” e acusando autoridades filipinas de interferirem em assuntos considerados internos por Pequim.
A posição foi apresentada nesta terça-feira (5) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que afirmou que a declaração contém informações falsas e acusações destinadas a prejudicar a imagem do país no cenário internacional.
Segundo o representante chinês, o governo de Pequim rejeita integralmente o conteúdo divulgado pelas autoridades filipinas e considera que o documento busca interferir em questões internas da China.
Lin Jian também acusou um grupo de setores políticos nas Filipinas de promover campanhas de desinformação e de manipular a opinião pública com o objetivo de obter vantagens políticas internas e desviar a atenção de disputas envolvendo atividades no Mar do Sul da China.
De acordo com o porta-voz, essas ações prejudicam os esforços para manter relações estáveis entre os dois países e contrariam compromissos assumidos anteriormente durante diálogos diplomáticos entre Pequim e Manila.
A diplomacia chinesa voltou a pedir que autoridades filipinas evitem novas declarações consideradas provocativas e interrompam ações que, na avaliação de Pequim, aumentam as tensões bilaterais.
Durante a manifestação, Lin Jian também defendeu a Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos, afirmando que a legislação fortalece a proteção dos direitos dos diferentes grupos étnicos existentes na China e oferece uma base jurídica para políticas voltadas à integração e ao desenvolvimento nacional.
As relações entre China e Filipinas permanecem marcadas por frequentes divergências, principalmente em torno das disputas territoriais no Mar do Sul da China, tema que continua sendo um dos principais focos de tensão diplomática e de segurança na região da Ásia-Pacífico.







