O Departamento de Ciências Sociais (DCS) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Espaço Marx, promove, nesta sexta-feira, 11, um debate sobre o golpe militar que tirou do cargo o presidente do Chile, Salvador Allende, em 1973. Na ocasião, especialistas e testemunhas vão falar sobre o evento que completa 53 anos em 2026. Não há necessidade de inscrição prévia e o acesso para acompanhar o evento é gratuito.
A promoção também é do Instituto Paranaense de Estudos Geográficos, Econômicos, Sociais e Políticos (Ipegesp). A mesa de discussões será composta pelo geógrafo e professor de História, Manuel José Espech Almeyda, ex-membro da Juventude do Partido Socialista Chileno e atual presidente do Ipegesp; e pelos professores Pedro Jorge de Freitas, coordenador do Espaço Marx (DCS), e Rodolfo Sanches (DCS); e pelo servidor público aposentado Victor Diego Santander, membro da Juventude do Partido Comunista na época do golpe.
O evento será no Anfiteatro Ney Marques, localizado no bloco D03 do câmpus da UEM de Maringá, às 19h15 do dia 11 de setembro. O debate é voltado a estudantes, docentes, agentes e interessados na temática. O golpe de estado chileno derrubou o regime democrático constitucional do país e assassinou seu presidente, Salvador Allende, numa articulação de oficiais da Marinha e do Exército, com apoio militar e financeiro dos Estados Unidos, da CIA e de organizações terroristas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas-neofascistas.
O golpe foi liderado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente, marcando uma mudança significativa na história do Chile. Pinochet viria a ser apontado na História como o responsável por uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina, encerrada apenas em 1990, com milhares de mortos e desaparecidos, além de milhares de prisioneiros torturados e mais de 200 mil forçados ao exílio.








