Você sabia que uma simples sacola com livros pode aproximar crianças e famílias do processo de alfabetização? Essa é uma das estratégias do programa ‘Compromisso Maringá: Criança Leitora’, lançado em abril pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), com a proposta de garantir que todas as crianças da rede municipal estejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental.
A iniciativa organiza a política municipal de alfabetização e reúne diferentes ações voltadas ao desenvolvimento da leitura e da escrita, ao acompanhamento da aprendizagem e à participação das famílias.
Entre as principais estratégias estão os ‘20 Minutos de Leitura’, realizados diariamente em todas as escolas; a ‘Sacola Literária’, na qual cada estudante escolhe livros para levar para casa; o projeto ‘Leitura em Movimento’; formação continuada de professores; monitoramento pedagógico; aquisição de materiais didáticos; e a regulamentação do Decreto 1993/2025, que institui o Programa ‘Futuro em Palavras’, também voltado às práticas de alfabetização da rede municipal.
Uma sacola que leva a leitura para dentro de casa
A ‘Sacola Literária’ busca aproximar as famílias do processo de aprendizagem. Os estudantes levam livros para casa e compartilham momentos de leitura com pais e responsáveis, incentivando o hábito também fora da escola.
A estudante Stella, de 6 anos, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) UEM, já lê com fluência e conta que ficou animada ao receber os primeiros livros.
“Minha mãe sempre lê. Agora a gente vai ler juntas. Eu já ganhei meus primeiros livros e quero fazer uma coleção igual à dela, porque nós duas gostamos muito de ler juntas.”
E como a Prefeitura acompanha a evolução de cada criança?
O programa também conta com o projeto ‘Leitura em Movimento’, no qual assessoras de leitura realizam sessões individuais para identificar a evolução das habilidades leitoras.
Durante o acompanhamento, são observados aspectos como reconhecimento do sistema de escrita, precisão, ritmo, entonação e compreensão dos textos.
Os resultados são registrados no ‘Alfabetômetro’, ferramenta que permite ao município acompanhar a evolução das turmas ao longo do ano e orientar as intervenções pedagógicas de acordo com a necessidade de cada estudante.
Segundo a secretária de Educação, Adriana Palmieri, a participação da família é importante para ampliar o contato das crianças com os livros.
“Queremos que a leitura faça parte da rotina das crianças dentro e fora da escola. Quando a família participa desse processo, a criança amplia o contato com os livros, desenvolve a fluência leitora e ganha mais oportunidades de aprendizagem.”
Resultado aparece também nos indicadores
O programa segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
As ações desenvolvidas pela rede municipal integram um conjunto de iniciativas voltadas à melhoria da aprendizagem.
No Ideb 2026, que considera os dados de 2025, Maringá alcançou nota 7,4 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o maior resultado da história do município.








