Rio de Janeiro, 6 out (Xinhua) — A China consolidou-se como o principal destino das exportações brasileiras nos primeiros nove meses de 2026, com compras de US$ 84,7 bilhões (436,9 bilhões de reais), um crescimento de 12% em relação ao período homólogo, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o período, o mercado chinês concentrou cerca de 30% das exportações brasileiras, muito à frente dos demais destinos internacionais, em um ano no qual as vendas externas do Brasil mantêm um forte ritmo de expansão.
Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou um total de US$ 284,7 bilhões (1,5 trilhão de reais), um aumento de 10,4% em termos anuais. O resultado gerou um superávit comercial de US$ 62,4 bilhões (321,7 bilhões de reais).
A China desempenha um papel central nesse resultado devido à elevada demanda por produtos brasileiros, especialmente matérias-primas e alimentos, que abastecem importantes cadeias industriais e de consumo do país asiático.
Entre os principais produtos da pauta exportadora brasileira destacam-se o petróleo, a soja, o minério de ferro, o café e proteínas animais — produtos para os quais a China representa um dos mercados internacionais de maior relevância.
A relação comercial também apresenta um importante fluxo de produtos chineses para o Brasil. Entre janeiro e setembro, as importações brasileiras provenientes da China atingiram US$ 58,6 bilhões (302,5 bilhões de reais), com um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
O intercâmbio com a China contribui, assim, para aprofundar a integração entre as duas maiores economias da América Latina e da Ásia, respectivamente, e reflete a crescente complementaridade entre suas estruturas produtivas.
Os dados do MDIC mostram, além disso, que o comércio exterior brasileiro mantém uma trajetória de expansão em 2026. Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras aumentaram nos três grandes setores: agropecuária, indústria extrativa e indústria de transformação.
A indústria extrativa registrou o maior crescimento, de 21,2%, atingindo US$ 71,2 bilhões (366,5 bilhões de reais), enquanto as exportações agropecuárias aumentaram 8,9% e as da indústria de transformação, 6,3%. Fim

