O município de Campo Mourão sedia nos dias 27, 28 e 29 o VIII Congresso Internacional de Desenvolvimento Sustentável (SD2026), evento que pela primeira vez acontece no Brasil. O evento conta com uma programação em formato híbrido e tem como sede o Centro Universitário Integrado. Já confirmaram participação pesquisadores de Portugal, Espanha, Croácia, Turquia, África do Sul e Luxemburgo.
Também participam do congresso gestores públicos, empreendedores, startups, representantes da sociedade civil, estudantes e professores do Brasil e exterior. As inscrições estão abertas neste link
As edições anteriores do SD2026 ocorreram na Polônia, Portugal, Espanha, Turquia e África do Sul.
O encontro tem como objetivo conectar especialistas de vários países para a troca de experiências e pesquisas, cooperação e debate sobre soluções práticas voltadas aos desafios ambientais, econômicos e sociais dos municípios, para a construção de territórios mais resilientes e inclusivos. Trabalhos científicos em inglês também poderão ser submetidos para análises.
“A escolha de Campo Mourão e da instituição de ensino superior resulta de uma combinação de ações concretas do poder público local, somada ao conhecimento e à internacionalização acadêmica, à produção científica, à inovação e a uma agenda robusta de sustentabilidade que reflete a maturidade do ecossistema local”, explica o head de Inovação do Centro Universitário Integrado, Fabrício Pelloso Piurcosky.
Em 2026, Campo Mourão se tornou o primeiro município do Sul do Brasil certificado simultaneamente pelas normas ISO 37120, 37122 e 37123. Essas diretrizes medem 226 indicadores de cidades sustentáveis, inteligentes e resilientes.
Assuntos em discussão
Os temas do evento dialogam com os desafios paranaenses e de vários outros estados e países: gestão de resíduos, economia circular, drenagem urbana e resiliência climática, energia, mobilidade, agricultura sustentável, conservação ambiental e coordenação entre municípios e instituições.
“Essas questões ultrapassam os limites institucionais. A sustentabilidade não pode ser responsabilidade exclusiva da prefeitura, da universidade ou das empresas de forma isolada. Os desafios são de integrar essas iniciativas para solucionar um problema comum e transformar boas vivências locais em modelos escaláveis e replicáveis ao redor do planeta”, enfatiza Piurcosky.
Entre os principais assuntos em debate no VIII Congresso Internacional de Desenvolvimento Sustentável (SD2026) estão:
- Cidades inteligentes e governança territorial: Uso de dados urbanos, planejamento estratégico e gestão pública eficiente.
- Transição energética e energias renováveis: Soluções para eficiência energética e redução da pegada de carbono.
- Economia circular e gestão de resíduos: Práticas sustentáveis aplicadas ao cotidiano e aos negócios.
- Resiliência climática e infraestrutura: Gestão hídrica, drenagem urbana e adaptação a eventos climáticos extremos.
- Empreendedorismo e inovação aberta: Integração entre universidades, startups, setor produtivo e o ecossistema local (com destaque para o Integrow – Ecossistema de Inovação do Integrado, que possui a certificação do selo CERNE 2, reconhecimento que atesta a maturidade da gestão orientada a resultados).
Relevância internacional
A programação científica contará com representação estrangeira e nacional. Entre os nomes internacionais confirmados estão Luís Loures (presidente da Universidade Politécnica de Portalegre) e Rui Alexandre Castanho (pesquisador do VALORIZA e embaixador do Pacto Europeu para o Clima), ambos de Portugal.
Representantes das universidades de Joanesburgo (África do Sul), de Extremadura (Espanha), dos Açores e da Madeira (Portugal) também marcarão presença. O cenário nacional ganha destaque com a presença de Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, professora da Unicamp, referência em direito ambiental, escritora e vencedora do Prêmio Jabuti Acadêmico.

A palestra magna de abertura será ministrada por Edwin Vegas Gallo, reitor da Universidade Peruana de Ciências e Informática (Peru), com o tema “Do Rio 1992 a Paraná 2026: Avanços, Desafios e Perspectivas para a Sustentabilidade”.
Práticas locais como exemplo para o Brasil
Segundo os organizadores e apoiadores – que incluem a Prefeitura Municipal de Campo Mourão, o Centro Universitário Integrado, Unespar, UTFPR, Unicamp, Governo do Paraná, Campo Valley, UniSustentável, Instituto Água e Terra e Sphaera Axis -, a perspectiva é trabalhar em cooperação, compartilhar dados e projetos envolvendo academia, poder público e empresas em diferentes continentes para encontrar objetivos comuns voltados à economia circular, inovação, empreendedorismo e aos desafios sociais e ambientais.
“Desejamos transformar experiências isoladas em uma governança territorial unificada. Por isso, a troca de conhecimentos pode ajudar a melhorar a gestão dos municípios, reforçar o papel da ciência, da inovação e da cooperação global para promover soluções sustentáveis no presente e para o futuro”, complementa Fabrício Pelloso Piurcosky.
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