Beijing, 6 nov (Xinhua) — A remilitarização imprudente do Japão e as repetidas violações de sua política “exclusivamente voltada para a defesa” ameaçam gravemente a paz e a estabilidade regionais e desafiam a ordem internacional pós-guerra, apontou nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.
Guo fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular, em resposta a uma pergunta sobre relatos recentes de que o governo japonês deve aprovar, em dezembro, a atualização dos três documentos de segurança. Fontes afirmaram que o Japão continuará a posicionar a China como seu “maior desafio estratégico” nos documentos atualizados e praticamente dobrará seus gastos com defesa nos próximos cinco anos, com um total que chegará a 70 trilhões a 80 trilhões de ienes.
Observando que a rápida pressão do Japão para revisar os três documentos de segurança, aumentar os gastos militares e desenvolver capacidades ofensivas diz muito sobre sua agenda de acelerar a remilitarização, Guo afirmou que o chamado “maior desafio estratégico” nada mais é do que um pretexto para o Japão se engajar na expansão militar em nome da defesa.
“Observamos que, no Japão, há uma preocupação crescente com a distorção de sua orientação como ‘nação amante da paz’ e com o grave impacto que isso tem causado na economia e no sustento da população”, disse Guo.
“Historicamente, os militaristas japoneses cometeram crimes hediondos e infligiram imenso sofrimento aos povos da Ásia-Pacífico e além. As lições ainda estão frescas e não devem ser esquecidas”, acrescentou Guo.
A comunidade internacional deve permanecer em alerta máximo e conter conjuntamente essa tendência perigosa no Japão, apontou o porta-voz.


