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O ritmo do mundo está aqui

Por Roberth Fabris
14 de fevereiro de 2021

Neste Dicas de Roberth especial de carnaval atípico no novo normal, convidamos quem gosta de folia e quem prefere o ar do campo a conhecer Também os brancos sabem dançar, do DJ Kalaf Epalanga um romance musical literalmente incrível, e publicado no Brasil pela Todavia Editora.
A história do livro acompanha várias personagens no eixo África, Europa e Brasil, e o autor Kalaf Epalanga consegue nos contagiar do início ao fim, com grandes momentos onde a diáspora se torna real, e o artista tem que fazer de tudo para se tornar um às no campo musical. Entre ensaios, músicas, passaportes perdidos, turnês, aventuras e performances o livro consegue criar uma áurea de sonhos e realidades diante de um mundo árduo para artistas de todas as esferas.
E sem falar na homenagem que faz para os diversos tipos de músicas e ritmos eletrônicos, em especial ao kuduro, gênero musical de ritmo e dança criado em Angola. No livro vai saber qual a relação desta dança angolana com o ator Jean Claude Van Damme, não vamos tirar a surpresa, vale ler e se surpreender.
Elogiado por renomados escritores como Mia Couto, José Eduardo Agualusa, este autor veio para nos mostrar que uma boa obra literária pode ser crítica e também ter ritmo e fluência que se transformam em grandes descobertas. Como o próprio autor disse numa entrevista é preciso resgatar a história, resgatar o melhor que existe em Angola para o mundo conhecer.
Consegue transportar o leitor para a periferia e o centro, descobrir vários estilos musicais num ritmo de vida e palavras que se tornam som de protesto e revolução dos países em crescimento, em especial dos africanos.
Num momento onde o mundo passa por grandes revoluções e que as Américas tentam recriar um tempo de política de pontes e não de muros, e voltar a encontrar a união na nação humana, esta obra faz pensar que estamos todos diante de uma grande epidemia e que somente a força e a coragem de sermos verdadeiros pode triunfar no final, estamos todos no mesmo barco e se o barco afundar todos afundam juntos, um a um. E em ritmo musical e crítico a obra vai mostrando que um artista somente pode brilhar verdadeiramente se deixar transparecer o seu local no universal, ou seja Angola na voz do autor, dar voz as suas raízes e a sua terra natal.
Kalaf Epalanga e o Buraka Som Sistema, a banda da qual faz parte e já fez turnê até pela Europa, que é uma forma de fazer arte por meio de poucos recursos, mas com muita criatividade e ginga, são a descobertas de que o produtor pop ocidental pode estar aliado com a moçada da periferia dando uma nova batida aos guetos do Terceiro Mundo.
Valorizar a periferia é uma forma também de resgatar valores perdidos e muitas vezes arrancados de nossa sociedade por violências de todos os tipos.
Difícil ler o livro e não se lembrar do grande sucesso e revelações da Flup (Festa Literária das Periferias) no Brasil, que cada vez mais cresce e aparece por ser autêntica e acreditar em seus novos talentos e ritmos musicais, como o slam a poesia falada que está em alta neste momento.
Dialogando com a questão da música e do cotidiano pra enfrentar o racismo, preconceito e violência, também percebemos um africano vivendo grandes aventuras na Europa, e assim o romance tem rigor e suingue para nos fazer questionar e provocar a sociedade. A aldeia global está presente neste romance musical.
Também os brancos sabem dançar é um romance com tanta habilidade narrativa e sabor que é a nossa grande pedida pra sambar, gingar, aprender o ritmo do kuduro e vivenciar um carnaval literário com grandes reflexões e boas músicas.

Onde encontrar:

www.todaviaeditora.com.br

e nas melhores livrarias do país onde o ritmo é a dança da amizade globalizada.
Fevereiro laranja
Chame toda a turma do seu bloquinho e venha fazer a alegria e o bem para o próximo, mesmo sem poder pular carnaval saiba mais sobre a prevenção de leucemias e seja um doador de medula óssea.

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