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Entre Nós

Por André Drago
15 de fevereiro de 2026
Entre Nós, imagem: Divulgação

Entre Nós, imagem: Divulgação

No ano que passou, eu finalmente comecei a escrever. Por isso, esta coluna nasce como uma retrospectiva dos assuntos que atravessamos nesses quatro meses de escrita.

Nos dois primeiros meses, publiquei seis colunas. Escrevi sobre a Rota do Café e sobre o Jazz, tema que rendeu ainda mais um texto a partir da entrevista com Michel Tamura. O mesmo aconteceu com Claudette King: além da cobertura do evento, produzi uma entrevista com a Diva. Em seguida, com a morte de Hermeto Pascoal, escrevi uma coluna especial em sua homenagem.

Em outubro, algo mudou. Comecei a pegar o gosto por escrever sobre como a música realmente me atravessa. Produzi então o texto “Ruído musical e ruído humano”, que nasceu de uma situação desagradável vivida em uma apresentação. A partir disso, uma enxurrada de questões se impôs: o papel do músico, da escuta, do desconforto, e da necessidade de sublimar a dor em arte.

Logo em seguida, escrevi “De Lana Del Rey à Tropicália”, um texto em que divaguei sobre uma possível conexão entre a poesia beat e o movimento tropicalista, a partir de uma análise hermenêutica das músicas “Brooklyn Baby”, de Lana Del Rey, e “Panis et Circenses”, dos Mutantes. As comparações surgiram de forma orgânica, da necessidade crítica de pensar o mundo.

Esses dois textos marcam um ponto importante: Começo a entender o potencial de pesquisa etnográfica e musicológica que a escrita crítica enseja.

Na sequência, escrevo “O eco da vida e da música”, um texto em que traço um paralelo quase hermético entre a vida — DNA, padrões naturais — e a criação artística. Esse texto me agrada por trazer um exemplo concreto da pulsão de vida e música, na figura do Dr. Flavio Falcone.

Foi então que veio uma surpresa imensa nessa jornada: fui convidado a entrevistar a Monja Coen. Produzi dois textos. Um deles foi publicado como matéria de página inteira no jornal impresso, com a cobertura do evento e a entrevista com a líder espiritual. O segundo texto, no entanto, revelou-se uma verdadeira pérola.

Em “Monja Coen e a arte da resposta”, a monja, ao comentar o significado do nome Canon (marca da câmera que utilizávamos), me trouxe um insight poderoso sobre o ímpeto criativo: o artista não reage ao mundo, ele responde. E responder é um ato consciente, fruto da escolha. Essa constatação me trouxe mais lucidez sobre o ato de criar.

Como as coisas parecem conversar entre si, logo em seguida escrevi sobre Gabriel O Pensador e sua música “Tás a Ver?” — uma pergunta. Uma música que é uma pergunta.
E, às vezes, responder uma pergunta com outra é o gesto mais artístico possível. Gabriel me fez ver que o artista responde, sim — mas talvez se destaque ainda mais quando sabe fazer as perguntas certas.

As colunas foram saindo conforme meu consciente e meu subconsciente perguntavam e respondiam ao mundo. Ao escrever sobre arte, passei a me enxergar melhor vivendo o próprio processo do artista.

Nada mais coerente, então, do que na semana seguinte escrever sobre meu papel como indivíduo inserido e atravessado pelo meio. Nasce assim “O preço e o valor do artista”, um dos textos mais autobiográficos, junto com “O Sonhador”, lançado algumas semanas depois, a partir de uma leitura hermenêutica da música de Leandro & Leonardo.

Parece que, para a escrita tocar o lado pessoal, é preciso tempo até que as conclusões se sedimentem. Nem sempre estou querendo falar sobre algo; muitas vezes preciso garimpar assuntos. Mas quando o tema toca diretamente meu viver, o texto ganha outra densidade. Nesses , o estilo se torna mais poético e emocional.

Outra dobradinha quase mágica veio na sequência: “A profecia ríspida”, em que falo do filme de Roberto Carlos e da música de Gilberto Gil que, ainda no final dos anos 60, já antecipavam a inteligência artificial generativa. Em seguida, “A dialética da tecnofobia”, onde exploro, com exemplos práticos, formas de usar a IA a nosso favor, buscando minimizar os impactos do capitalismo de vigilância em nossa rotina e no modus artisticus.

No início de dezembro, escrevi “Um coral chamado humanidade”, a respeito do Dia Internacional do Coral, do aniversário da morte de John Lennon, de Michael Jackson, da canção “We Are the World” e do Dia Internacional dos Direitos Humanos — efemérides que costumam se concentrar nesse início de mês tão simbólico.

Depois veio “O Sonhador”, já citado, e o texto mais recente, “O trabalho de escutar”, que fala sobre escutar música de forma ativa e interessada: despir-se de rótulos, prestar atenção não apenas aos sons que ouvimos, mas ao processo que fez esse som chegar até nós, e perceber se — e como — ele ressoa com nossa personalidade.

Assim, fechamos o ano de 2025 e damos início a 2026 com muita vontade de escrever e estudar música junto com vocês, que têm lido, participado e comentado as colunas. Meu agradecimento eterno a esse gesto tão gentil com a Arte da Música, e pela oportunidade a qual me presenteia. Apenas um ser humano que ama viver entre notas.

 

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