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Cenário é de quebra na safra de grãos 2023/2024

Por Cristiano Monteiro Martinez
8 de fevereiro de 2024
Crédito: Gilson Abreu/AEN

Crédito: Gilson Abreu/AEN

Se as projeções para a safra de grãos do período 2023/2024 forem confirmadas, a produção nacional terá uma colheita menor.

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2024 deve totalizar 303,4 milhões de toneladas, 3,8% menor que a obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas) com redução de 12,0 milhões de toneladas; e 1,0% abaixo da informada em dezembro, com decréscimo de 3,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida é de 77,6 milhões de hectares, queda de 0,3% frente à área colhida em 2023, com declínio de 222,6 mil hectares, e acréscimo de 0,2% (189.770 hectares) em relação a dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somados, representam 91,8% da estimativa da produção e respondem por 86,9% da área a ser colhida. Frente a 2023, houve acréscimos de 8,5% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço), de 4,3% na do arroz em casca, de 3,5% na do feijão, de 0,6% na do trigo e de 1,3% na da soja, ocorrendo declínios de 4,5% na área do milho (queda de 7,1% no milho 1ª safra e de 3,7% no milho 2ª safra) e de 5,5% na do sorgo.

A estimativa de janeiro para a soja foi de 150,4 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 117,7 milhões de toneladas (25,9 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 91,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,4 milhões de toneladas; a do trigo em 10,3 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,2 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 3,7 milhões de toneladas.

O Paraná se mantém na vice-liderança da produção nacional de grãos, com participação de 14%. Perde apenas para o Mato Grosso, que detém 27,6% e está à frente de Rio Grande do Sul (13,3%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (8,8%), e Minas Gerais (5,9%). Somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (46,9%), Sul (29,6%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,4%) e Norte (5,6%).

Conab
Na previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), também divulgada nesta quinta, a colheita total de grãos na safra 2023/24 deve chegar a 299,8 milhões de toneladas, conforme o 5º Levantamento da Safra de Grãos.

O volume é 6,3% inferior ao obtido na safra passada, o que representa 20,1 milhões de toneladas. Quando comparada com a primeira estimativa desta safra feita pela Conab, a atual projeção apresenta uma diminuição de 17,7 milhões de toneladas.

A produção de soja estimada é de 149,4 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,4% se comparado com o volume obtido no ciclo 2022/23. Já se for considerada a expectativa inicial desta temporada, a quebra chega a 7,8%, uma vez que a Conab estimava uma safra de 162 milhões de toneladas. O atraso do início das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, seguido por chuvas irregulares e mal distribuídas, com registros de períodos de veranicos superiores a 20 dias, além das altas temperaturas, estão refletindo negativamente no desempenho das lavouras.

Outro importante produto que tem estimativa de menor produção é o milho. A queda na safra total do cereal deve chegar a 18,2 milhões de toneladas, resultando em um volume de 113,7 milhões de toneladas. O cultivo de primeira safra do grão, que representa 20,8% da produção total, enfrentou situações adversas como elevadas precipitações no Sul do país e baixas pluviosidades no Centro-Oeste, acompanhadas pelas altas temperaturas, entre outros fatores.

A quebra estimada pela Conab no Paraná foi de aproximadamente 2,2 milhões de toneladas em relação ao levantamento de janeiro, projetando-se agora 19,4 milhões de toneladas para a safra 2023/24 – a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) paranaense feita pelo Deral prevê 19,2 milhões. Para o Mato Grosso a estimativa é de 1,6 milhão de toneladas a menos, com eventual produção de 38,6 milhões de toneladas.

Tags: ConabDeralIBGEsafra de grãosSeabsoja

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