Em sintonia com o contexto estadual, o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas) registrou queda de 0,13% no mês de junho em Maringá.
Aliás, regionalmente o comportamento mensal foi predominantemente negativo. A maior queda ocorreu em Curitiba (-0,37%), seguida por Cascavel (-0,36%), Umuarama (-0,33%), Guarapuava (-0,21%), Foz do Iguaçu (-0,18%), Maringá (-0,13%), Pato Branco (-0,07%) e Londrina (-0,05%). Apenas Ponta Grossa registrou alta (0,05%).
O subgrupo carne suína registrou queda de 7,67% em Foz do Iguaçu, de 5,87% em Cascavel, de 5,63% em Londrina, de 5,56% em Guarapuava, de 5,55% em Maringá, de 4,26% em Pato Branco, de 4,17% em Ponta Grossa, de 3,85% em Curitiba e de 3,61% em Umuarama.
Por outro lado, o subgrupo tubérculos, raízes e legumes registrou aumento de 7,47% em Foz do Iguaçu, de 7,06% em Guarapuava, de 4,62% em Curitiba, de 4,56% em Ponta Grossa, de 4,23% em Pato Branco, de 4,11% em Umuarama, de 2,42% em Londrina, de 2,36% em Maringá e de 1,84% em Cascavel.
Já no Estado, o IPR aponta queda de 0,18% no mês de junho, destacando-se os recuos de 5,14% em carne suína e de 2,67% em frutas, contribuindo, respectivamente com -0,18 pontos percentuais (p.p.) e com -0,12 p.p. para o resultado do índice geral.
Dentre os itens pesquisados, ocorreram quedas de 11,15% em melancia, de 9,02% em pernil, de 6,74% em laranja-pera, de 5,61% em lombo/paleta suína e de 4,83% em maçã.
“O crescimento no total de suínos abatidos durante o primeiro trimestre ampliou a oferta de carne suína no mercado interno, pressionando os preços para baixo. A retração nos preços das frutas está relacionada principalmente a redução de consumo devido as temperaturas mais amenas e aos elevados estoques”, diz o documento do Ipardes.
Pressões
Em sentido oposto, os subgrupos tubérculos, raízes e legumes (+4,28%) e cereais (+3,98%) exerceram as maiores pressões de alta, com contribuição de +0,16 p.p. no índice final de junho. Isoladamente, foram observados aumentos de 23,93% em pepino, de 12,60% em feijão carioca, de 11,22% em feijão preto, de 10,28% em alho, de 9,59% em cebola e de 7,57% em abobrinha.
A prolongada estiagem e geadas pontuais impactaram a produtividade do feijão carioca e do feijão preto, resultando em menor oferta. Em tubérculos, raízes e legumes, a oferta ainda restrita de itens em transição de safra sustentou a continuidade da alta, embora em ritmo mais moderado que nos meses anteriores.
O índice acumulado em 12 meses foi de 2,32% frente ao resultado de 1,96% acumulado até maio. Sob essa métrica, sobressaíram-se as altas dos subgrupos tubérculos, raízes e legumes (45,94%) e hortaliças e verduras (19,40%). No outro extremo, registraram-se quedas acumuladas de 16,13% em carne suína, de 8,84% em sal e condimentos e de 8,45% em ovos de galinha.
Metodologia
O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.
Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.
A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.








