Em sua primeira projeção para a safra de soja 2026/27 no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima uma produção recorde de 22,6 milhões de toneladas, em uma área prevista de 5,76 milhões de hectares, tendo um aumento marginal, comparativamente, ao ciclo anterior.
“O cenário inicial representa elevado potencial produtivo para a nova temporada, com produção média esperada no Estado acima de 3.900 quilos por hectare, e mantém a soja como a principal cultura da agricultura paranaense”, diz o boletim.
Apesar da perspectiva favorável, a confirmação desse volume dependerá, principalmente, das condições climáticas ao longo do ciclo. A safra 2026/27 começa sob influência do fenômeno El Niño, que tende a aumentar a frequência de chuvas no Sul do Brasil, especialmente durante a primavera.
No Paraná, o principal risco associado ao fenômeno é a possibilidade de precipitações frequentes e excesso de umidade que poderão influenciar os trabalhos de plantio, colheita e tratos culturais ao longo do desenvolvimento da lavoura.
Os meses de setembro e outubro merecem atenção especial, por coincidirem com o período de implantação e estabelecimento de grande parte das lavouras. Chuvas persistentes podem dificultar o plantio e reduzir as janelas de operação. Já entre novembro e janeiro, durante fases importantes de desenvolvimento, floração e enchimento de grãos, tanto o excesso quanto eventuais períodos de deficiência hídrica poderão afetar o potencial produtivo. Já chuvas muito acima da média nos meses de fevereiro e março poderão impactar os trabalhos de colheita.
“Assim, a expectativa inicial é positiva, mas o comportamento do clima será determinante para transformar o potencial projetado em uma nova safra recorde no Paraná”, diz o documento assinado por técnicos do Deral.
Milho
O cenário climático projetado para a safra de soja, se confirmado, também poderá influenciar a cultura do milho, embora os períodos de maior risco sejam ligeiramente diferentes em função do calendário da cultura.
Para a primeira safra de milho 2026/27, o Deral estimou uma área de 373 mil hectares, crescimento de aproximadamente 2% em relação ao ciclo anterior, e uma produção de 4,09 milhões de toneladas.








