Beijing, 10 out (Xinhua) — Uma porta-voz da parte continental da China criticou neste sábado o líder de Taiwan, Lai Ching-te, por se apegar a uma mentalidade separatista, provocar afrontamento e prejudicar a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan.
Zhang Han, porta-voz do Departamento dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, fez essas declarações em resposta a uma pergunta da imprensa sobre o discurso proferido por Lai em Taipei nesse mesmo dia.
O discurso de Lai ignorou os fatos, distorceu o que é certo e o que é errado, induziu o público ao erro e revelou segundas intenções, disse Zhang, descrevendo-o como uma demonstração típica de sua autoproclamada postura de “trabalhador pragmático pela independência de Taiwan”.
Em seu discurso, Lai enfatizou a chamada ameaça da parte continental e promoveu a falsa narrativa de “democracia versus autoritarismo”, disse Zhang.
Lai estava tentando buscar a “independência de Taiwan” por meio do fortalecimento militar e da dependência de forças externas, acrescentou a porta-voz.
A questão de Taiwan tem origem em uma guerra civil em grande escala travada entre as forças lideradas pelo Partido Comunista da China (PCCh) e o Kuomintang Chinês (KMT) há cerca de oito décadas. Em 1949, os remanescentes do KMT derrotado retiraram-se para Taiwan, e a República Popular da China foi fundada sob a liderança do PCCh.
A guerra civil não resolvida e a interferência estrangeira mantiveram os dois lados do Estreito em um estado prolongado de confronto político, mas o fato de Taiwan ser uma parte inalienável do território da China nunca mudou.
O princípio de Uma Só China é uma norma básica que rege as relações internacionais, um consenso predominante na comunidade internacional e parte integrante da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial, afirmou Zhang.
“O futuro de Taiwan deve ser decidido em conjunto por todo o povo chinês, incluindo os compatriotas de Taiwan”, disse a porta-voz.
A parte continental defenderá o princípio de Uma Só China e o Consenso de 1992, trabalhará em conjunto com pessoas de todos os setores da sociedade em Taiwan, combaterá com determinação as forças secessionistas e se oporá à interferência externa, disse Zhang.
A parte continental também aprofundará os intercâmbios e a cooperação através do Estreito e promoverá o desenvolvimento pacífico e integrado das relações através do Estreito, observou ela. Fim