O Brasil anunciou nesta quarta-feira a criação de um grupo de trabalho destinado a planejar a infraestrutura necessária para a instalação de reatores nucleares em diferentes regiões do país. A iniciativa faz parte de um esforço para diversificar a matriz energética nacional e ampliar a oferta de fontes de energia de baixa emissão, segundo informou o Ministério de Minas e Energia.
A proposta tem foco especial na adoção de reatores pequenos e modulares, além de microrreatores que podem ser instalados em terra, considerados alternativas mais flexíveis e adequadas a diferentes contextos regionais.
O grupo técnico será coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e terá prazo de 180 dias para concluir suas atividades. Ao final desse período, será elaborado um documento técnico com a identificação dos principais desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional necessária para a instalação de reatores nucleares.
A análise abrangerá aspectos tecnológicos, institucionais, regulatórios e ambientais, com o objetivo de oferecer uma avaliação abrangente que sirva de base para futuras decisões de políticas públicas no setor. O grupo será composto por representantes de diversos ministérios, agências e entidades do governo federal, além de instituições ligadas aos setores nuclear e energético, buscando promover ações coordenadas entre as áreas envolvidas.
De acordo com o ministério, a criação do grupo integra a estratégia do governo para fortalecer o planejamento energético de longo prazo, diante do aumento da demanda por fontes de energia estáveis e com menor impacto ambiental.
Entre os objetivos do grupo de trabalho está a proposição de melhorias para o Programa Nuclear Brasileiro, bem como o acompanhamento do planejamento e da implementação de iniciativas conjuntas voltadas ao fortalecimento e ao desenvolvimento do setor nuclear no país.

