São Paulo viveu nesta sexta-feira um dos dias mais quentes já registrados em sua história. A estação do Mirante de Santana, na zona norte da capital, marcou 36,2 °C às 15h, estabelecendo a maior temperatura já registrada para o mês de dezembro desde o início das medições oficiais, em 1961.
O recorde ocorre em meio a uma intensa onda de calor que atinge o estado e deve persistir até o dia 29 de dezembro. De acordo com as previsões meteorológicas, o bloqueio atmosférico que mantém o ar seco e impede a formação de chuvas regulares começa a perder força apenas nos próximos dias, abrindo espaço para a ocorrência de tempestades isoladas durante o fim de semana.
Esse fenômeno tem mantido as temperaturas elevadas e a umidade relativa do ar em níveis baixos, aumentando a sensação de desconforto térmico e os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Além do impacto direto no dia a dia da população, o calor extremo também acende um alerta para a situação hídrica. O governo estadual informou que os reservatórios da região metropolitana operam atualmente com cerca de 26% da capacidade, somando 515,8 hectômetros cúbicos de água. O volume é aproximadamente 30% menor do que o registrado em 2013, ano que antecedeu uma das secas mais severas já enfrentadas pela Grande São Paulo.
Os efeitos do calor já se refletem nos serviços de saúde. Desde o início de dezembro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência contabilizou nove ocorrências relacionadas à exposição excessiva às altas temperaturas.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância de atenção aos sinais de alerta, como sede intensa, dor de cabeça, vômitos, sonolência, batimentos cardíacos acelerados, queda de pressão, confusão mental e perda de consciência. Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é buscar imediatamente uma unidade de saúde.
Enquanto o calor persiste, especialistas orientam que a população evite exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia, mantenha-se bem hidratada e redobre os cuidados com grupos mais vulneráveis.


