A capital do Brasil, Brasília, recebeu um grande espetáculo musical que celebrou a aproximação cultural entre o país e a China. O Concerto do Ano Cultural China-Brasil reuniu músicos e autoridades em uma apresentação que destacou obras clássicas das duas nações e foi recebido com entusiasmo pelo público presente.
O evento contou com a participação da Orquestra Sinfônica Nacional da China e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, que apresentaram um repertório que misturou composições tradicionais e contemporâneas dos dois países.
A celebração faz parte das atividades previstas para 2026, definido oficialmente como o Ano Cultural China-Brasil. A iniciativa foi estabelecida na Declaração Conjunta sobre a construção de uma comunidade entre os dois países voltada para um mundo mais justo e sustentável, fortalecendo laços culturais e diplomáticos.
Durante o evento, o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, destacou o papel da cultura como elemento de aproximação entre os povos. Segundo ele, a cultura ajuda a reduzir distâncias, promover solidariedade e fortalecer o entendimento entre diferentes sociedades.
O programa musical teve um formato especial de colaboração entre os maestros. A maestrina chinesa Jing Huan explicou que decidiu, junto com o maestro brasileiro Cláudio Cohen, adotar um modelo de regência compartilhada. Nesse formato, o maestro chinês conduziu obras brasileiras enquanto o maestro brasileiro assumiu a regência de composições chinesas.
A proposta buscou simbolizar o diálogo cultural entre os dois países. Segundo Jing Huan, a ideia também representou uma forma de os músicos chineses homenagearem o público brasileiro por meio da música.
A maestrina possui uma relação próxima com o Brasil. Em 2013, ela atuou como assistente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, experiência que a marcou profundamente. Na época, afirmou ter se impressionado com o ritmo vibrante da música brasileira e com o espírito criativo dos músicos do país.
Para o concerto em Brasília, Jing selecionou obras chinesas energéticas e marcantes, como Dança Yao, Dança da Serpente Dourada e Boas Notícias de Beijing Chegam às Aldeias da Fronteira.
Durante a apresentação, um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a sintonia entre os músicos das duas nações. Segundo a maestrina, mesmo com diferenças culturais e linguísticas, os artistas conseguiram compreender rapidamente os estilos musicais uns dos outros.
O maestro brasileiro Cláudio Cohen também ressaltou a importância da parceria cultural. Ele lembrou que a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro já realizou outras colaborações com instituições chinesas e destacou a riqueza da tradição musical da China.
Segundo Cohen, interpretar obras de diferentes tradições exige respeito e compreensão das características culturais de cada país. Para ele, o concerto demonstrou que é possível integrar essas influências de forma harmoniosa.
O espetáculo em Brasília é considerado o primeiro grande evento do Ano Cultural China-Brasil. Nos próximos dias, a Orquestra Sinfônica Nacional da China também realizará apresentações nas cidades de Natal e Fortaleza, ampliando o alcance das atividades culturais.
A programação do Ano Cultural China-Brasil 2026 inclui diversas iniciativas em áreas como artes cênicas, artes visuais, música, patrimônio cultural, mídia audiovisual, juventude, educação, turismo e inovação. O objetivo é ampliar o intercâmbio cultural e fortalecer o entendimento entre brasileiros e chineses por meio da arte e da cooperação cultural.









