Apresentação em Festival de Música Sacra marca encerramento do Coral UniCesumar em Maringá

Apresentação uniu o Coral UniCesumar e o Cobra Coral (Crédito: Cristiano Martinez)

A história de 25 anos do Coral UniCesumar alcançou a última nota musical no sábado, 6 dezembro, em apresentação no 3º Festival de Música Sacra, evento organizado pela Associação Cultural São Miguel Arcanjo, com apoio da Paróquia São Miguel Arcanjo. Aliás, a apresentação ocorreu nessa igreja, em conjunto com o Cobra Coral e regência de Marcus Geandré.

Criado em 1999, com o objetivo de difundir a música por meio do canto coral, o Coro misto e adulto era composto por estudantes e funcionários da UniCesumar, mas em sua maioria formado por membros da comunidade local, quase todos leigos em música.

Em 2019, marcando o início da comemoração de seus 20 anos de fundação, participou do Festival Internacional Corearte em Barcelona (Espanha) levando a beleza da música coral brasileira ao exterior e dando mais um passo em sua representatividade no cenário coral nacional. Desde 2005, é regido pelo maestro Marcus Geandré Nakano Ramiro.

Segundo o regente, durante as interações com o público no Festival de Música Sacra, a UniCesumar decidiu descontinuar, em agosto de 2025, o projeto cultural da Orquestra Filarmônica, que estava há 23 anos em atividade, e também do coro. Mas ambos mantiveram sua rotina de ensaios e apresentações para finalizar a trajetória agora neste segundo semestre.

“Em outubro, fizemos a última apresentação junto da Orquestra e o Cobra Coral participou também. O último concerto foi um repertório específico que nós conhecemos, na parte musical, como ‘Negro Spiritual’, que são as músicas cantadas pelos negros norte-americanos. Foi uma bonita última apresentação que nós fizemos”, disse Geandré, explicando que levou parte desse repertório “Negro Spiritual” para encerrar a participação em definitivo do Coro UniCesumar no festival que ocorreu na Paróquia São Miguel Arcanjo.

Marcus Geandré regeu pela última vez o Coral UniCesumar (Crédito: Cristiano Martinez)

Tristeza
À reportagem, o regente Gabriel Gobbi, que é coordenador artístico do Festival de Música Sacra, lamentou com tristeza o encerramento do Coral UniCesumar. “Foram 25 anos de uma trajetória super bonita, dos quais 20 com o maestro Marcus Geandré, que inclusive regeu o coro hoje [sábado]. Eles fecharam com esse repertório ‘Spiritual’, que também foi o último concerto deles na Capela UniCesumar e hoje encerrando esse ciclo”, referindo-se à apresentação derradeira do Coro com a Orquestra Filarmônica Unicesumar (Ofuc), o Concerto Spirituals – American Gospel, dias 27 e 29 de outubro.

No entanto, Gobbi destacou que podem vir outros ciclos, outras atividades e que o canto coral seja presente em Maringá. Aliás, a Cidade Canção tem forte cultura dessa prática musical, vide a realização anual do Festival Internacional de Corais (FIC) e de projetos como o Cobra Coral, que completará três décadas de existência em 2026. “É uma modalidade muito forte”, diz o regente, citando as iniciativas em igrejas maringaenses, empresas (Sicredi Dexis e Sicoob, por exemplo) e na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Público se emocionou com apresentações no Festival de Música Sacra (Crédito: Cristiano Martinez)

História
A primeira edição do Festival de Música Sacra (FMS) ocorreu na Paróquia São Miguel Arcanjo em 2019, idealizado pela professora mestre Andreia Anhezini, em parceria com Valdirene Mello e Gabriel Gobbi, então alunos do curso de graduação em regência da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Por conta da pandemia de covid-19, o evento precisou passar por uma pausa. Mas foi retomado em 2024 e, em 2025, realizou agora sua terceira edição no último sábado, 6, reunindo o Coro São Miguel Arcanjo, o Coral Sicoob Metropolitano, o Coro da Angélica Harmonia e o Cobra Coral/Coro UniCesumar. Sempre em dezembro. A proposta é ser um espaço de difusão da música sacra, oferecendo à comunidade a oportunidade de apreciar um repertório coral rico e diversificado.

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