Lançado em 2025 na Cidade Canção, o longa-metragem “Maria do Ingá”, produção maringaense da Cosmos Filmes, realizou nesta quinta-feira, 26 de março, sua estreia mundial durante o International Film Festival Delhi 2026, em Nova Délhi, na Índia.
O festival acontece entre os dias 25 e 31 de março e é apresentado oficialmente como uma iniciativa ligada à política audiovisual de Delhi para fortalecer a presença internacional do cinema e da troca cultural.
A estreia marca um momento importante para a trajetória da produtora. “Maria do Ingá” é o segundo longa-metragem de ficção da Cosmos Filmes e amplia o alcance de uma obra construída a partir de referências profundamente ligadas ao imaginário, à memória e à identidade cultural de Maringá.
Em divulgação pública anterior, o filme já havia sido apresentado como um projeto de poesia e realismo fantástico conectado à história simbólica da cidade.
Inspirado na famosa música de Joubert de Carvalho — que está no coração dos maringaenses — o filme, que tem roteiro de Igor Alves com supervisão do renomado roteirista e cineasta nordestino Glauber Filho (“Cangaceiro do Futuro”, “As Mães de Chico Xavier”), traz uma visão única da vida da personagem Maria do Ingá, contada pela perspectiva de sua irmã, Tuca, interpretada pela atriz mirim Laura Souza e, na fase adulta, pela veterana Edna Aguiar.
Com direção geral de TH Fernandes e codireção de Lua Lamberti (que também assina a direção de atores), o filme começa quando Tuca, já idosa, começa a contar uma história à sua bisneta, Luna (Heloísa Copanski). Trata-se da trajetória das irmãs Tuca e Maria. A atriz cearense Mariana Costa (O Cangaceiro do Futuro) é quem dá vida à Maria, protagonista da trama.
“Maria do Ingá” é um drama sobre memória, identidade e resistência feminina que começa no interior da Paraíba. Quando Tuca reúne suas descendentes para contar uma história, mais do que uma história de amor, ela fala também sobre a cumplicidade e o amor entre duas irmãs. Maria, em pleno sertão castigado pela seca, luta ao lado da irmã para sobreviver à perda, à opressão e a um amor impossível.

