Atração do Sonora Brasil, o músico e compositor Gean Ramos Pankararu se apresentou na tarde desta quarta-feira, 24 junho, no Teatro do Sesc Maringá.
Trata-se de “Confluências”, um show que não começa simplesmente agora ou neste local. Carrega toda uma ancestralidade dos povos originários.
Na companhia de sua banda, Gean Ramos apresentou canções carregadas de significados e importância, indo da diáspora às confluências entre os povos indígena e negro. Aliás, citando o pensador, escritor e filósofo quilombola brasileiro Nêgo Bispo (1959-2023), Gean Ramos disse que os povos originários têm uma trajetória circular, com “o começo, o meio e o começo”.
Não por sinal, o artista desta tarde cantou canção em que musicou um poema de Nêgo Bispo.
Ao longo do show, Gean Ramos, que é natural de Jatobá (PE) e morador da Terra Indígena Pankararu, explicou sobre as canções e também de seu trabalho, caso da Mostra Pankararu de Música. Em uma das músicas, cantou “Somos Pankararu”.

O artista apresentou um repertório que reúne referências à cultura de seu povo, ao Rio São Francisco e ao Nordeste brasileiro, em um diálogo entre a música popular brasileira e sonoridades contemporâneas.
Suas canções abordam temas ligados à memória, identidade e valorização dos povos originários, conduzindo o público por uma experiência musical marcada pela riqueza cultural e pela diversidade de influências.
Tocaram ao lado de Gean Ramos: Pedro Yakecan Pankararu, Nino Alves e Maercio Lopes.
E na técnica do Sesc: Tiago Tamiozo e Mário Júnior Sabino.

Sonora Brasil
A 28ª edição do Sonora Brasil, um dos principais projetos de circulação musical do país, convida o público a conhecer sonoridades afro e indígenas presentes em diferentes territórios.
Participam do projeto este ano os grupos Suraras do Tapajós, Nderé Oblé, Gean Ramos Pankararu e Cabokaji. Os artistas passarão por 42 cidades, em 15 estados, realizando 130 apresentações e 30 ações formativas. Arraste para o lado e conheça mais sobre os grupos.











