O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), referência para reajustes de aluguéis, contratos e serviços como energia elétrica, telefonia e seguros, encerrou 2025 com queda acumulada de 1,05%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No mês de dezembro, o indicador registrou leve baixa de 0,01%, mantendo a tendência de descompressão de preços observada ao longo do ano. Para o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), o resultado sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026.
“Essa queda reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade global e elevada incerteza econômica, fatores que limitaram os repasses de custos aos preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas contribuiu para reduzir o valor de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação no índice”, destacou Dias.
O IGP-M, criado nos anos 1980 a pedido de entidades privadas do setor financeiro, é calculado entre os dias 21 de cada mês e 20 do mês seguinte e serve como referência em diversos contratos econômicos no país.
Previsão do IPCA
Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve fechar o ano de 2025 em 4,32%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29). O resultado está abaixo do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
O desempenho do IGP-M e a projeção do IPCA indicam uma pressão moderada sobre os preços para o início de 2026, o que pode refletir em reajustes mais contidos de aluguéis e serviços vinculados ao índice.