O Brasil encerrou 2025 com inflação de 4,26%, o menor nível registrado em sete anos. O resultado foi influenciado pela alta de 0,33% em dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o relatório do IBGE, a inflação do ano passado ficou 0,57 ponto percentual abaixo do índice registrado em 2024, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,83%.
Com esse resultado, o IPCA permaneceu dentro da meta anual de inflação estabelecida pelo Banco Central do Brasil, que prevê inflação de 3%, com limite superior de até 4,5%.
Os dados históricos do instituto indicam que o comportamento dos preços de bens e serviços em 2025 foi o mais moderado desde 2018, ano em que a inflação atingiu 3,75%.
O grupo de alimentos e bebidas foi um dos principais responsáveis pela contenção da inflação no país, apresentando variação de 2,95% em 2025, bem abaixo dos 7,69% registrados em 2024.
A inflação no Brasil em 2025 concentrou-se principalmente nos setores de habitação, educação, despesas pessoais e saúde, que juntos responderam por aproximadamente 64% do resultado anual.
Os custos de habitação apresentaram a maior variação ao longo do ano, influenciados sobretudo pelo forte aumento da energia elétrica residencial, que teve o maior impacto individual no IPCA. Também contribuíram os reajustes dos aluguéis e das tarifas de água e esgoto.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que, caso essa trajetória seja mantida até o fim do atual governo, iniciado em janeiro de 2023 e com término previsto para 2026, o país terá acumulado o menor aumento de preços para um mandato presidencial desde 1994, ano de implementação do real como moeda nacional e do regime de metas de inflação.


