Maringá iniciou 2026 em alta na geração de empregos com carteira assinada. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cujos dados foram divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o mês de janeiro fechou com saldo de 1.133 novas vagas no mercado maringaense.
Esse número é resultado de 9.807 contratações e 8.674 desligamentos no primeiro mês do novo ano. O estoque mensal é de 169.902 e a variação positiva de 0,67%.
À exceção da agropecuária, que terminou janeiro no vermelho (-6 vagas), os setores pesquisados pelo Caged tiveram desempenho positivo nesse período. Destaque para construção, com geração de 495 novos postos de trabalho formal. Em seguida, vem serviços (327), que costumava ser o motor da economia maringaense. E, fechando a lista, indústria (282) e comércio (35).
2025
Puxado pelo setor de serviços, tal como em 2024, o ano de 2025 terminou com saldo positivo para a Cidade Canção na geração de empregos com carteira assinada.
Em consulta da reportagem, o Caged revela que a Cidade Canção gerou 2.763 postos de trabalho de janeiro a dezembro de 2025. Esse número é resultado da diferença entre 108.141 contratações e 105.378 demissões. Ou seja, variação positiva de 1,66%; e estoque mensal de 168.796.
Entre os setores pesquisados, destaque para serviços, que gerou sozinho 1.612 empregos formais ao longo do ano passado. Em seguida, vem a indústria, com saldo de +568. Fechando os números, comércio (+433) e construção (+237). Somente a agropecuária ficou no vermelho, com desempenho de -87.
Como os números revelam, o ano de 2025 terminou de maneira positiva para o mercado de trabalho formal na Cidade Canção, mas de maneira menos expressiva na comparação com o ano anterior. Em 2024, a economia maringaense gerou 4.658 novos postos, sendo que as contratações (107.519) ficaram acima dos desligamentos (102.861) no período de 12 meses. À exceção da agropecuária (com -7), os setores ficaram no azul em 2024, em especial a área de serviços, que criou 2.099 empregos; seguido da indústria (+1.311), comércio (+1.023) e construção (+232).

Salário
O salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78 no país. O valor representa aumento de 3,3% em relação a dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 1,77%, já descontados os efeitos sazonais.
Dos empregos gerados no mês, 58% são considerados típicos e 42% não típicos. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, principalmente na agricultura da soja; admissões com jornada de até 30 horas semanais; e aprendizes.
O salário médio dos trabalhadores típicos (R$ 2.428,67) ficou 1,6% acima da média geral. Já entre os não típicos, o valor médio foi de R$ 2.136,37, 10,6% abaixo da média.
O Paraná obteve a sexta colocação nesse item, com vencimentos de R$ 2.343,75. Os líderes neste quesito foram São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal.
O Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos.
Paraná
O Paraná iniciou o ano de 2026 com saldo positivo de 18.306 novos postos de trabalho formais registrados em janeiro, de acordo com o Caged. O resultado equivale a 16,3% de todas as 112.334 vagas abertas no Brasil no período. O número coloca o Paraná com o 4º melhor resultado do País e muito próximo dos três primeiros.
Somente Santa Catarina (19.000), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421) aparecem à frente do Paraná, sendo que a diferença com o primeiro colocado é de apenas 694 vagas. Já em relação a São Paulo (16.451), Goiás (10.733) e Minas Gerais (7.425), próximos na lista, as distâncias são mais significativas, de 1.855, 7.573 e 10.881, respectivamente.
O saldo paranaense em janeiro é resultado de 178.199 admissões e 159.893 desligamentos no período. Com exceção do comércio, os demais setores tiveram saldo positivo na geração de postos de trabalho. Serviços registrou 9.859 novas vagas de emprego preenchidas no mês de janeiro, seguido pela construção, com 5.447; indústria, com 4.692; e agropecuária, com 515.
O Caged também traz o acumulado dos últimos 12 meses, referente a fevereiro de 2025 até o primeiro mês de 2026. Foram 81.931 novos postos de trabalho no período de um ano na série com ajuste. O estoque de vagas do Paraná foi de 3,3 milhões no mês de janeiro.
Brasil
O Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos.
No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o saldo é de 1.228.483 novos empregos formais. Nesse período, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.


