Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 620,1 milhões na economia maringaense

Na soma dos principais municípios paranaenses, incluindo Maringá, o montante estimado pode chegar a R$ 13,578 bilhões (Crédito: Arquivo/Cristiano Martinez)

O pagamento do 13º salário aos trabalhadores do mercado formal deve injetar R$ 620,1 milhões na economia maringaense, até o final de dezembro de 2025, conforme dados do Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná. Na soma dos principais municípios paranaenses, incluindo Maringá, o montante projetado pode chegar a R$ 13,578 bilhões. Cerca de 2,916 milhões de paranaenses serão beneficiados com um rendimento médio de R$ 4.656,55.

Na Cidade Canção, o valor de R$ 620,1 milhões corresponde a 4,57% de participação no bolo estadual (R$ 13,5 bi) e põe o terceiro maior município estadual atrás apenas de Curitiba (R$ 4,83 bilhões) e Londrina (R$ 655 milhões). São 189.184 empregos maringaenses, com valor médio de R$ 4.075,92 para o 13º. Na realização do estudo, foram selecionados os 40 maiores municípios em relação ao maior estoque de empregos formais no ano de 2023, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

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Analisando as cidades abrangidas no estudo, constatou-se concentração dos valores a serem injetados na economia paranaense em poucos municípios, sendo que apenas três dos quarenta, Curitiba (35,77%), Londrina (4,82%) e Maringá (4,57%), respondem por 45,15% do total. Na região, localidades como Sarandi e Mandaguari respondem apenas por 0,36% e 0,32%, respectivamente, do montante paranaense. “E, se considerarmos São José dos Pinhais (3,82%) e Cascavel, (3,27%), apenas cinco municípios concentram mais da metade dos valores do Estado (52,24%)”, diz o levantamento.

O maior valor médio para o 13° deve ser pago em Curitiba (R$ 5.811,36) e o menor em Matelândia (R$ 2.977,62).

Brasil
Até dezembro de 2025, o pagamento do 13º salário tem potencial de injetar na economia brasileira cerca de R$ 369,4 bilhões, conforme o Dieese. O montante representa aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social; e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios.

Cerca de 95,3 milhões de brasileiros serão favorecidos com rendimento adicional, em média, de R$ 3.512,00.

Dos cerca de 95,3 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 59,5 milhões, ou 62,5% do total, são trabalhadores no mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,5 milhão de pessoas, equivalendo a 1,5% do conjunto de beneficiários. Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 34,8 milhões de beneficiários, ou 36,6% do total. Além desses, aproximadamente 915,5 mil pessoas (ou 1,0% do total) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio). Há ainda um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado.

Do montante a ser pago como 13º, cerca de R$ 260 bilhões, ou 70,4% do total, irão para os empregados formais, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 29,6% dos R$ 369,4 bilhões, equivalentes a R$ 109,5 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. Considerando apenas os beneficiários do INSS, são 34,8 milhões de pessoas, que receberão R$ 64,8 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União serão destinados R$ 9,9 bilhões (2,7%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 20,5 bilhões (5,6%); e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 14,2 bilhões

Cálculo
Para o cálculo do impacto, o Dieese leva em conta dados da RAIS e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego. No caso da RAIS, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, no setor público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2023, acrescido do saldo do Caged de janeiro de 2024 a setembro de 2025. Em função da não disponibilidade de informações para o nível geográfico municipal, não foram considerados nos cálculos os seguintes segmentos: empregados domésticos com carteira assinada; beneficiários – aposentados e pensionistas – do Regime Geral de Previdência Nacional (RGPS) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); e aposentados e pensionistas pelos Regimes Próprio de Previdência Social (RPPSs) da União, Estado e dos municípios.

Para efeito do cálculo, o Dieese não leva em conta os autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho, que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração. Além disso, não há distinção dos casos de categorias que recebem ao menos parte do 13º antecipadamente, por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

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