De janeiro a setembro de 2026, o mercado de trabalho com carteira assinada em Maringá gerou 85.172 contratações, com 81.746 desligamentos. Assim, o saldo está em 3.426 novos empregos; o estoque mensal é de 170.917. Consultados pela reportagem, os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados quarta-feira, 4 novembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Dos setores pesquisados, o principal motor do emprego formal na Cidade Canção é serviços, responsável por 1.702 novas vagas no período janeiro/setembro. Em seguida, figura a construção, com 987 postos. Depois, comércio e indústria, que geraram 377 e 368 oportunidades, respectivamente.
Apenas a agropecuária está no vermelho, com saldo de -8.
Dos 399 municípios paranaenses, 303 tiveram saldo positivo de vagas no acumulado do ano, liderados por Curitiba, que abriu 19.265 novos postos de trabalho entre janeiro e setembro. Na sequência da Capital estão as cidades de Toledo (5.044), Londrina (3.578), Maringá (3.426), Cascavel (3.016), São José dos Pinhais (2.925), Araucária (2.816), Foz do Iguaçu (2.383), Pato Branco (1.560) e Arapongas (1.549).
Em setembro, foram 241 cidades com saldo positivo na abertura de vagas. Curitiba também lidera no mês, com 1.224 vagas, seguida por Araucária (619), Foz do Iguaçu (319), Pinhais (307), São José dos Pinhais (306), Cascavel (301), Paranaguá (248), Pato Branco (204), Medianeira (198) e Toledo (181).
Estado
O mercado de trabalho no Paraná gerou 81.755 vagas de emprego com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026. O Estado lidera na criação de empregos formais no Sul do País e fica na quinta colocação no cenário nacional.
No acumulado do ano, o Paraná ficou à frente de Santa Catarina, que abriu 73.572 novas vagas, e gerou mais que o dobro de postos de trabalho que o Rio Grande do Sul no período, que fechou os primeiros nove meses com saldo de 35.018 vagas. O saldo em todo o País chegou a 1.248.914 novos postos.
O acumulado do ano é resultado da diferença entre as 1.598.623 contratações e as 1.516.868 demissões no período no Paraná. Especificamente no mês de setembro, o saldo foi de 5.800 novas vagas, com 161.790 admissões e 155.990 desligamentos no mês. Com isso, o Estado chega a um estoque de 3.312.429 pessoas trabalhando com carteira assinada.
Seis em cada 10 novos postos de trabalho do ano foram abertos no setor de serviços. O segmento, que congrega empreendimentos como salões de cabeleireiro, imobiliárias, transporte, academias, entre outros, foi responsável pela geração de 48.939 postos de trabalho. Com exceção da agropecuária (-768), todos os setores da economia fecharam com saldo positivo no período. Na sequência de serviços, está a indústria, com 17.765 novas vagas, seguida pela construção (10.590) e o comércio (5.229).
Já em setembro, todos os setores fecharam o mês com resultados positivos na geração de empregos. Os serviços também lideram, com 2.340 vagas, seguido pelo comércio (1.342), indústria (1.216), construção (725) e agropecuária (177).
Brasil
Os dados do Caged apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais: 1.248.914 (nove meses de 2026); 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
