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Ministério da Saúde volta a recomendar vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades

Por Priscila Marques
23 de setembro de 2021
Ministério da Saúde volta a recomendar vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades

Foto: Breno Esaki/ Agência Saúde

Na quarta-feira (22) o Ministério da Saúde voltou a recomendar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra o coronavírus, incluindo jovens sem comorbidade. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, uma semana após o órgão pedir a suspensão da imunização para essa faixa etária, exceto em casos de comorbidade.

De acordo com secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, um comitê formado por representantes da pasta e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou que a morte de uma jovem de 16 anos em São Bernardo do Campo não está relacionada à vacina. “Os benefícios da vacinação são maiores que os eventuais riscos de eventos adversos”, disse.

Cruz falou que até o momento somente o imunizante da Pfizer possui autorização da Anvisa para ser aplicado na faixa etária de 12 a 17 anos.

A pasta constatou ainda que, apenas em 0,7% de todas as doses aplicadas em adolescentes no Brasil, foram utilizados imunizantes sem autorização da agência.

“Hoje, o ministério não suspende mais de forma cautelar a imunização em adolescentes sem comorbidades. Essa vacinação tem a aprovação da Anvisa e está liberada pelo ministério. Mostrou-se que, de fato, os benefícios para imunizar esse grupo são maiores que os eventuais riscos de eventos adversos na imunização desses adolescentes”, ressaltou.

 

Mais vulneráveis e dose de reforço

O secretário-executivo destacou que a recomendação é que seja priorizada a imunização de adolescentes considerados mais vulneráveis, incluindo jovens de 12 a 17 anos com deficiência permanente, com algum tipo de comorbidade e jovens privados de liberdade.

“Não só esse grupo, mas também aquela população que necessitará de reforços de vacinação deve ser priorizada e o encurtamento de prazo da segunda dose da população adulta também deve ser priorizado”, concluiu.

Tags: AnvisaDestaqueImunizaçãoMinistério da SaúdePfizerSaúdeVacinação

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