Em fase de recuperação, diante da magnitude da tragédia climática, Maringá contabiliza o prejuízo causado por um forte temporal que atingiu a cidade entre domingo e esta segunda-feira, dias 1º e 2 de novembro. Cerca de 400 pessoas, em 26 equipes, trabalham para restabelecer o curso normal, pois árvores estão caídas obstruindo vias e regiões estão sem energia elétrica, só para ficar em duas situações.
Em coletiva de imprensa no Corpo de Bombeiros, no início da noite desta segunda, o prefeito maringaense Silvio Barros afirmou que “a tempestade seguiu um caminho” pela Cidade Canção, com situações pontuais na Cocamar e Parque Industrial Bandeirantes, causando grande prejuízo. Passou também pela avenida Brasil, de forte impacto, e seguiu para a Tuiuti, que foi completamente interditada na manhã desta segunda. Também próximo do Contorno Norte e Colina Verde, com barracões completamente destruídos.
“Muitas áreas verdes da cidade foram danificadas e a gente percebe no traçado onde as árvores foram destruídas”, explica o prefeito, dizendo que foi feito um sobrevoo à tarde que comprovou isso. Nesse sentido, ele avalia que ocorreu um tornado na cidade, discordando do Simepar. É que o evento climático caminhou numa posição específica. “No nosso entendimento, foi um tornado”, citando que as árvores, principalmente em praças, foram torcidas.
Boa parte da decoração de Natal da Turma da Mônica foi danificada. Barros acredita que este trabalho será reposto a tempo da abertura da Maringá Encantada.
O ponto positivo é que não houve registro de fatalidades em meio ao cenário de destruição, semelhante a um filme de guerra. “A Defesa Civil, sob comando do Vagner Mussio, tem feito um trabalho bastante intenso, orientando as nossas equipes”, disse Barros, agradecendo também aos prefeitos de cidades vizinhas que encaminharam equipes para ajudar Maringá.
Presente à coletiva, o coronel Elias, do Comando Regional de Bombeiro Militar (CRBM), informou que são mais de 360 árvores para serem desobstruídas pelas 47 equipes a campo, que se somam à Defesa Civil e demais. Nesse sentido, o prefeito agradeceu às forças de segurança e aos mais de 200 voluntários nas ruas, trabalhando para liberar as ruas, para que as árvores caídas possam permitir a passagem das pessoas e a fluidez do trânsito.
Aliás, o gerenciamento da crise tem sido feito de modo integrado.
Distribuição de lonas
O coronel Elias disse que já foram distribuídas lonas para 600 famílias, com perspectiva de mais demanda. O quartel do Corpo de Bombeiros também foi seriamente atingido pela tempestade, com danos visíveis no telhado.
No restante da cidade, ainda não é possível consolidar os dados das edificações atingidas. Só com essa informação em mãos, se saberá a necessidade de um decreto de situação de emergência.
Quanto à energia elétrica, ela vem sendo religada em lugares mais sensíveis, caso de hospitais. A Copel avisou que estão vindo equipes de outras partes do Estado para prestar apoio no fornecimento da energia. Hoje são 16 equipes da Copel atuando em Maringá e 42 chegando nesta terça. Mas não será uma tarefa fácil ou rápida no restabelecimento, pois foram muitos postes destruídos.
Já a distribuição de água foi restabelecida totalmente pela Sanepar. “É um passo a passo que a gente vai construindo gradativamente”, resume o coronel.
Presenças
A coletiva também contou com as presenças da vice-prefeita Sandra Jacovós, do secretário de Infraestrutura, Limpeza Urbana e comandante da Defesa Civil Vagner Mussio; e do tenente-coronel Falkner, comandante do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros.
