O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um telefonema do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, nesta quinta-feira, durante o qual ambos trocaram opiniões sobre a situação na Venezuela e suas implicações para a região, informou o Palácio do Planalto em comunicado.
Segundo a nota oficial, os dois líderes condenaram o uso da força sem justificativa, em consonância com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. Lula ressaltou que o destino da Venezuela deve ser decidido de forma soberana por seu próprio povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz.
O presidente brasileiro e o primeiro-ministro canadense também concordaram sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global.
Durante a conversa, Mark Carney aceitou o convite de Lula para visitar o Brasil em abril do próximo ano. Na ocasião, os dois líderes pretendem fortalecer as relações bilaterais e o comércio entre seus países. Ambos também demonstraram forte interesse em acelerar as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.
Ainda nesta quinta-feira, o presidente Lula conversou com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para tratar da situação na Venezuela. Os dois concordaram sobre a importância do multilateralismo, do respeito ao direito internacional e da observância da vontade do povo venezuelano.
De acordo com comunicado da Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula e Petro expressaram profunda preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania da Venezuela.
Os dois líderes destacaram que esse tipo de ação representa um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional, além de comprometer a ordem internacional.
Ambos concordaram ainda que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
Por fim, os presidentes saudaram o anúncio feito na tarde de quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a libertação de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros.

