26 de janeiro, dia de lembrar Magó e combater o feminicídio

eventos contra o feminicídio nos seis anos da morte de Magó

Maria Glória, a Magó, construiu uma história de paixão pela dança Foto: Arquivo da família

Homens, mulheres e crianças de Maringá e região estão convidados a participar, nesta segunda-feira, às 9 horas, na frente do Teatro Reviver Magó, do evento “A Vida Pede Passagem”, uma manifestação de combate ao feminicídio e todas as formas de violência contra a mulher.

A ação faz parte da programação alusiva ao Dia Municipal de Combate ao feminicídio, instituído no município na data que lembra o assassinado da bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, em um sítio de recreio em Mandaguari.

Além de pessoas que se interessam pela causa, estarão presentes a professora de balé Daisa Poltronieri, mãe de Magó, Luciana Marinelo, irmã da soldado Daniela Marinelo, vítima de feminicídio em 2023, aos 36 anos, e  Celina dos Santos Cabral, mãe de Jéssica Daiane Cabral de Oliveira, morta há um mês por um guarda civil municipal embriagado.

O evento espera também autoridades e representantes das entidades que atuam na defesa da mulher.

 

Justiça por Magó

O evento deverá ser também um grito por justiça pela bailarina Magó no dia em que completam seis anos de sua morte brutal. Apesar de todo o tempo que passou, de ter sido identificado e preso o assassino, até hoje não houve julgamento.

Maria Glória era de família de pioneiros maringaenses, filha da professora Daisa Poltronieri, dona de uma das mais respeitadas academias de balé de Maringá, e do publicitário Maurício Borges (16/10/1963 – 16/08/2022). Ela foi assassinada no dia 25 de janeiro de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, quando acampava em uma propriedade rural de Mandaguari, onde já tinha estado antes.

O corpo foi encontrado no dia seguinte, com marcas de abuso sexual e estrangulamento.

Apesar da pouca idade, Magó construía uma história como bailarina no Paraná Foto: Arquivo

 

Em homenagem à bailarina, a Câmara Municipal aprovou a criação do Dia Municipal de Combate ao Feminicídio, no dia 26 de janeiro, e o Teatro Reviver, onde ela e a academia de sua mãe se apresentaram muitas vezes, ganhou o nome de Teatro Reviver Magó.

Ao redor do teatro, na Praça Todos os Santos, artistas plásticos construíram instalações em homenagem à bailarina.

 

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