Cinco escolas de Maringá aprovam modelo cívico-militar em votação com 1.132 participantes

Rafael Macri/UEM

A consulta realizada em cinco escolas municipais de Maringá terminou com maioria de votos favoráveis à possibilidade de adoção do modelo cívico-militar nas unidades. A votação ocorreu na segunda-feira, 14, e reuniu 1.132 pais, responsáveis e profissionais da educação.

A chamada “validação territorial” foi realizada nas escolas municipais Professor Geraldo Altoé, Joaquim Maria Machado de Assis, Antenor Sanches, Professor Milton Santos e Pastor João Barbosa Macedo.

O levantamento foi feito presencialmente, com voto secreto e facultativo. Os participantes puderam escolher entre as opções “Favorável” e “Contrário”. Cada pessoa habilitada teve direito a apenas um voto por escola, sem possibilidade de votação por procuração.

Resultado por escola

Na Escola Municipal Professor Geraldo Altoé, foram contabilizados 124 votos favoráveis e 71 contrários.

Na Escola Municipal Joaquim Maria Machado de Assis, o modelo recebeu 207 votos favoráveis, contra 29 contrários e dois votos brancos.

A Escola Municipal Antenor Sanches registrou 222 votos favoráveis e 46 contrários, além de um voto nulo.

Na Escola Municipal Professor Milton Santos, foram 156 votos favoráveis e 65 contrários, com três votos brancos.

Já na Escola Municipal Pastor João Barbosa Macedo, o resultado foi de 162 votos favoráveis e 42 contrários, além de dois votos brancos.

Somados os resultados das cinco unidades, foram 871 votos favoráveis e 253 contrários, além dos votos brancos e nulo registrados durante a consulta.

Decisão ainda depende de novas etapas

Apesar do resultado favorável nas cinco escolas, a votação não representa uma decisão definitiva sobre a implantação do modelo cívico-militar.

Ainda serão necessários estudos técnicos, pedagógicos, jurídicos, administrativos e orçamentários. Somente depois dessa análise o Poder Executivo poderá decidir se encaminhará à Câmara Municipal um projeto de lei para regulamentar a eventual adoção do modelo na rede municipal.

A secretária de Educação, Adriana Palmieri, destacou a importância da participação da comunidade escolar durante o processo de discussão.

Segundo ela, pais, responsáveis e profissionais da educação podem contribuir com informações sobre a realidade das unidades e devem participar das decisões relacionadas às escolas municipais.

Processo começou em junho

A discussão sobre a possibilidade de implantação do modelo cívico-militar começou em 2 de junho, com uma consulta pública aberta à comunidade.

A partir de 19 de junho, moradores também puderam participar por meio de formulários disponibilizados na plataforma Conecta Seduc. Essa etapa contou com a participação de mais de 1,8 mil pessoas.

Depois da análise e homologação dos resultados, as cinco escolas foram habilitadas, em 4 de agosto, para a etapa de validação territorial.

Na sequência, foram realizadas reuniões com equipes pedagógicas, pais e responsáveis para apresentar a proposta, explicar o funcionamento do modelo e esclarecer dúvidas específicas de cada unidade.

O processo também incluiu uma reunião pública na Câmara Municipal, realizada em 11 de agosto, para apresentar informações aos vereadores e à população.

Com a conclusão da votação territorial, o processo segue agora para as próximas análises antes de qualquer eventual proposta de implantação do modelo cívico-militar nas escolas municipais de Maringá.

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