Femucic 2026 proporciona noite com sons do DF, SP e SC; e show especial do Trio Corrente

Trio Corrente fechou a noite com show especial no Femucic (Crédito: Cristiano Martinez)

Com capacidade máxima, o teatro do Sesc Maringá “Ali Saadeddine Wardani” recebeu a primeira noite da 47ª edição do Femucic – Festival de Música Cidade Canção, um dos festivais mais importantes do Paraná. São quase cinco décadas valorizando a diversidade sonora brasileira.

E foi isso que o público acompanhou nesta quarta-feira, 9 setembro, ao longo de mais de duas horas de apresentações. Quatro atrações no palco, com entrada gratuita, indo do jazz à música intimista, do instrumental ao vocal feminino. Em cena, a música autoral do Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina.

A edição deste ano recebeu mais de 350 inscrições, totalizando aproximadamente 1.500 composições autorais. Ao todo, 16 grupos e 46 artistas, de dez estados brasileiros, foram selecionados para apresentar seus trabalhos durante a mostra, entre os dias 09 e 11 de setembro, às 20h, no Teatro do Sesc Maringá. Participam músicos da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal.

A primeira atração desta quarta foi Di Stéffano Group (DF), que é formado por Di Stéffano (Bateria), Diana Mota (Flauta e voz), Gabriel Barbalho (Trompete), Leonardo Paes (Baixo elétrico) e Pedro Maurício (Teclados). Eles apresentaram “Liberdade para voar”, com composições instrumentais numa mistura de jazz contemporâneo e do afro jazz brasileiro, estilos marcantes que estão presentes em suas performances. Muita técnica e sentimento.

Di Stéffano Group (Crédito: Cristiano Martinez)

Em seguida, Mari Benassi Trio (SP). O projeto marca um encontro entre músicos da cena paulistana que compartilham trajetórias em comum no jazz, na música brasileira e na canção autoral. Formado por Mariana Benassi (voz), Alê Cueva (violão) e Daniel de Thomaz (clarinete e flauta transversal) — amigos e parceiros musicais também no projeto Vitrola Manouche — o trio nasceu da vontade de explorar repertórios inéditos em formato intimista, valorizando a improvisação, os arranjos coletivos e a liberdade e a diversão do jazz. Destaque para belas composiçõe e a voz fora de série de Mari.

Mari Benassi Trio (Crédito: Cristiano Martinez)

E fechando a primeira parte, Ana Paula da Silva e Clariô Silva (SC), que tocaram o projeto “A Menina, a Mulher e a Anciã”. As artistas celebraram a profunda relação entre mãe e filha, em que a música se torna um território de encontro, transmissão e criação. Ao atravessar vozes, percussões e violão, as artistas exploram as múltiplas faces do feminino, revelando tanto sua beleza quanto as dores e silenciamentos que o atravessam.

Ana Paula da Silva e Clariô Silva (Crédito: Cristiano Martinez)

Trio Corrente
Para terminar a noite com chave de ouro, o som instrumental do premiado Trio Corrente, que proporcionou um show à parte. Formado por Fabio Torres (piano), Paulo Paulelli (contrabaixo) e Edu Ribeiro (bateria), o trio construiu uma trajetória sólida no cenário nacional e internacional, sendo amplamente respeitado pela crítica especializada e pelo público.

O grupo é reconhecido como um dos mais relevantes grupos da música instrumental brasileira contemporânea, destacando-se pela excelência técnica, sofisticação musical e forte diálogo entre o jazz e a música popular brasileira.

Com uma carreira marcada por importantes premiações e colaborações, o grupo conquistou projeção mundial ao vencer o Grammy Award em parceria com o cantor e compositor cubano Paquito D’Rivera, além de manter constante circulação por festivais e teatros de destaque no Brasil e exterior.

O Trio Corrente também já dividiu trabalhos e apresentações com importantes nomes da música brasileira e internacional, consolidando-se como referência em inovação, improvisação e linguagem instrumental contemporânea.

Sua proposta artística reúne refinamento harmônico, liberdade criativa e profundo conhecimento das tradições musicais brasileiras, resultando em apresentações de grande impacto artístico e sensibilidade estética.

O repertório transita entre composições autorais e releituras sofisticadas de clássicos da música brasileira, proporcionando experiências musicais envolventes tanto para públicos especializados quanto para apreciadores em geral.

Em sua apresentação, o trio apresentou músicas autorais, com destaque para um tema que vai sair em álbum futuro do grupo, e releituras de clássicos, como “Clube da Esquina 2”.

Baterista do Trio Corrente (Crédito: Cristiano Martinez)
Baixista do Trio Corrente (Crédito: Cristiano Martinez)
Pianista do Trio Corrente (Crédito: Cristiano Martinez)

Segunda noite
A segunda noite é nesta quinta-feira, 10, a partir de 20h, com seis atrações: João Pellegrini/Regional Violão Brejeiro (PR), Belliza Luar (RJ), Murilo Martinez (MS), Jackson Ricarte (SP), Naná do Pop/Anástácia Santana (ES) e Trio Macambira (SP). Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes das apresentações.

O encerramento do 47º Femucic será no dia 12 de setembro, às 20h, no Teatro Calil Haddad, com apresentação da Banda Cucamonga (SP), selecionada para a mostra, e show de Sandra Sá, a rainha da black music brasileira. O evento também integra as atividades comemorativas aos 80 anos do Sesc no Brasil.

Realização
Realizado pelo Sesc PR, com apoio da Prefeitura de Maringá e promoção da RPC, o evento valoriza a produção musical brasileira por meio do intercâmbio artístico, da formação e do acesso à cultura.

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