23 de junho é véspera do São João e em Maringá pode fazer frio abaixo de zero, pode chover a cântaros, mas de uma coisa é certeza: tem milho na roça, fogueira estalando na Capela Bom Jesus, quentão fumegando, pamonha, curau e canjica e o resfolego da sanfona mais famosa da história da cidade, a Paolo Soprani de Tercílio Men. É o Arraiá do Sêo Zico Borghi, que acontece há décadas na Estrada Pinguim.
A quermesse tem ainda dança de quadrilha, casamento caipira, pau de sebo e brincadeiras populares, mantendo características que marcaram o evento ao longo de mais de quatro décadas.
A mais famosa quermesse de Maringá, iniciada e comandada pelo agricultor pioneiro Aníbal Agenor Borghi, o sêo Zico, chega à 44ª edição e agora é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura. Zico, devoto de São João, que desde o início da história de Maringá em frente à Capela Bom Jesus, no Pinguim, além de organizador, participa de todas as atividades da festa, inclusive do Casamento Caipira e até da dança da quadrilha.
A festa será a partir das 18h30. A programação é gratuita e inclui distribuição de quitutes juninos, brincadeiras e apresentação musical com Tercílio Men e banda.
O ‘Arraiá do Sêo Zico Borghi foi o evento foi o primeiro bem registrado como Patrimônio Histórico Imaterial de Maringá, por meio da Lei Municipal nº 8.449/2009. “O reconhecimento reforça a importância do arraial para a memória de Maringá. A festa preserva elementos das celebrações realizadas pelos pioneiros e mantém viva uma parte importante da história, da fé e da cultura popular maringaense”, afirma o secretário de Cultura, Tiago Valenciano.








