Servidores municipais da Saúde aprovam Estado de Greve em Maringá

Em assembleia neste sábado, servidores da saúde pública de Maringá optam por estado de greve a partir de segunda-feira

A assembleia, com grande participação dos servidores da saúde, aconteceu nesta manhã de sábado Foto: Reprodução

Quando a injustiça tenta se impor de cima para baixo e sem diálogo, a resposta dos trabalhadores vem na força da coletividade. Foi assim que servidores municipais da Saúde entenderam durante a assembleia que a categoria realizou na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) na manhã deste sábado, 11, quando demonstraram indignação diante do Decreto 634/26, que acaba com a histórica escala 12×60. A categoria aprovou por unanimidade o Estado de Greve na Saúde de Maringá.

A assembleia foi convocada pelo Sismmar após uma semana marcada por cobranças, tentativas de diálogo e ausência de respostas. Desde o início da semana, o sindicato e os servidores passaram a exigir explicações sobre o decreto que revoga a escala 12×60, praticada por parte da categoria há quase 17 anos.

Segundo o sindicato, a medida representa um grave retrocesso e pode gerar uma série de prejuízos sociais, financeiros e funcionais aos trabalhadores da Saúde, com impacto negativo no próprio serviço do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, segundo análise da entidade, com base na avaliação jurídica, a decisão, da forma como foi anunciada, não observa princípios constitucionais como legalidade, economicidade, interesse público, eficiência e moralidade.

Diante do que entendem como falta de respostas concretas por parte da Secretaria de Saúde, o sindicato e a comissão da categoria convocaram a assembleia deste sábado. A resposta dos servidores foi imediata: a participação foi tão expressiva que o encontro, inicialmente previsto para o auditório, precisou ser realizado no estacionamento da sede.

Durante a assembleia, foram apresentados os fatos ocorridos nos últimos dias, bem como o conjunto de normas que embasam a jornada diferenciada na Saúde. O sindicato reforçou que, até o momento, não há base legal suficiente para a mudança anunciada. Também foi alertado o risco de que a administração tente encaminhar projeto de lei para dar respaldo posterior a uma decisão já tomada, o que pode abrir espaço para novos retrocessos, inclusive para servidores das UBSs.

 

Veja também

Sair da versão mobile