Beijing, 8 nov (Xinhua) — “Durante todo o fórum, percebemos a preocupação de todos perante o avanço da inteligência artificial no mundo. A maior discussão é como será possível juntar a tecnologia e a mídia de forma que haja um avanço seguro”, disse neste sábado Beatriz Oliveira, jornalista do Monitor Mercantil, ao participar da cerimônia de abertura da 7ª Cúpula Mundial da Mídia em Beijing, capital da China.
Os avanços e desafios do jornalismo em tempos de Inteligência Artificial (IA) e em meio a notícias falsas foram os temas centrais da 7ª Cúpula Mundial da Mídia, organizada em conjunto pela Agência de Notícias Xinhua e pelo governo municipal de Beijing. Sob o tema “Mídia na Era Inteligente: Do Consenso à Ação”, o evento reuniu cerca de 500 representantes de aproximadamente 330 importantes veículos da mídia, think tanks e órgãos governamentais de 112 países e regiões, bem como das Nações Unidas e de outras organizações internacionais.
Durante a cúpula, também foi divulgada uma série de resultados e normas sobre a aplicação da IA pelos meios de comunicação jornalísticos, incluindo agente de IA do corpus de fontes autorizadas “Xinhua Yudian”, o Plano de Construção Conjunta de Padrões para a Aplicação da Inteligência Artificial nos Meios de Comunicação Globais, além do “Livro Azul Anual sobre o Desenvolvimento Global da ‘Inteligência Artificial+Mídia’ (2026)”.
“O estabelecimento de regras para a IA não é tarefa para poucas pessoas, é tarefa para a maioria, de forma a atender ao interesse da humanidade. Na minha visão, a discussão passa por quem controla a IA. É uma questão de poder”, observou Marcos de Oliveira, diretor de redação do Monitor Mercantil, do Brasil.
“É muito interessante poder observar que diversos veículos e países dividem a mesma opinião acerca das IA e querem partilhar como podemos usar a tecnologia a nosso favor sem faltar com a verdade”, manifestou Oliveira.
O evento é uma oportunidade para entender o contexto internacional atual e para reforçar a importância da ação conjunta para respeitar os princípios do jornalismo e valorizá-lo ainda mais para enfrentar notícias falsas, redes sociais e big techs, disse Marcia Carmo, jornalista do Brasil 247, manifestando a vontade de aprofundar a cooperação entre o Brasil 247 e a Agência de Notícias Xinhua. Fim