Morreu neste sábado, 14, em sua residência em Starnberg, nos arredores de Munique, na Alemanha, o intelectual alemão Jürgen Habermas, considerado um dos maiores filósofos e sociólogos da atualidade.
A informação foi confirmada pela Eitora Suhrkamp, que publica seus livros.
Habermas nasceu em Düsseldorf, na Alemanha, em 1929 e se tornou um crítico da política europeia. Nos anos 80, protagonizou a chamada “Disputa dos Historiadores”, onde combateu tentativas de pensadores conservadores de relativizar os crimes nazistas ao compará-los com outros regimes autoritários.
Principal expoente da segunda geração da Escola de Frankfurt, Habermas dedicou sua obra a temas como linguagem, racionalidade e a construção da esfera pública.
Sua trajetória foi profundamente marcada pela derrota da Alemanha nazista em 1945, quando tinha 15 anos. O impacto de descobrir a realidade dos crimes do regime foi o que o impulsionou para a filosofia.
Influência política
Ao longo de décadas, ele manteve uma relação ativa com o poder. Em alguns momentos apoiando líderes de centro-esquerda, em outros criticando o que chamava de abordagens “tecnocráticas” da política alemã.
Foi também um ferrenho defensor da União Europeia, elogiando vozes que buscavam uma integração política mais eficaz do bloco.
O filósofo era viúvo de Ute Habermas-Wesselhoeft, falecida no ano passado. Ele deixa dois filhos, Tilmann e Judith.
Veja também


