IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
    • Mercado
    • Benefícios
    • Cartões
    • Investimentos
    • Contas Digitais
    • Cripto
  • Região
  • Esportes
  • Finanças
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

Paraná dobra número de apenados com trabalho para impulsionar reintegração social

Por Redação O Maringá
13 de março de 2025
Para impulsionar reintegração social, Paraná dobra número de apenados com trabalho

A panificadora da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) é a que mais produz pães em todo o noroeste do Paraná Foto: Talita Diniz/PPPR

O sistema penal do Paraná dobrou o número de pessoas privadas de liberdade (PPLs) que trabalham nos últimos cinco anos. Com um total de 13.086 pessoas inseridas atualmente em 1.025 canteiros de trabalho em todo o Estado, a Polícia Penal do Paraná (PPPR) tem intensificado a prática como um meio de reintegração social e uma fonte de receita. Em 2018 o número de apenados em canteiros de trabalho era de 6.150.

“A Polícia Penal do Paraná tem como missão não apenas a custódia, mas também a preparação do apenado para o retorno ao meio social, com foco na reintegração e ressocialização. A oferta de trabalho, capacitação profissional e o desenvolvimento de responsabilidade, disciplina e formação são fundamentais nesse processo”, destaca o diretor-adjunto da Polícia Penal do Paraná, Maurício Ferracini.

A PPPR possui atualmente 640 canteiros de trabalho próprios, nos quais as PPLs desempenham funções essenciais para a manutenção de estabelecimentos penais como lavanderia, limpeza, jardinagem, e até mesmo a produção de blocos de concreto, uniformes e chinelos. A remuneração pode variar entre R$ 84,00 e 75% do salário mínimo, dependendo da função e qualificação do apenado.

Além dos canteiros próprios, o Estado firmou 385 parcerias com empresas públicas e privadas, criando canteiros cooperados, nos quais as PPLs desempenham funções externas. Nesses canteiros, a remuneração das pessoas privadas de liberdade varia conforme o regime em que se encontram.

Para os monitorados, que cumprem pena em casa com tornozeleira eletrônica, a remuneração é de 100% do salário mínimo, já para os apenados em regimes fechado e semiaberto, o pagamento é de 75% do salário mínimo nacional, sendo 25% do valor destinado ao Fundo Penitenciário do Paraná e 75% destinado a uma conta poupança do apenado. Deste valor, 80% podem ser retirados pelos familiares da PPL, enquanto que os 20% restantes na poupança são liberados somente após a liberdade do custodiado.

  • Novos scanners da Polícia Científica apontam posição exata de evidências criminais

“A Polícia Penal, com canteiros próprios e conveniados, busca garantir que o apenado se recupere, se afaste da criminalidade e consiga sustentar sua dignidade e de seus familiares ao ser reintegrado à sociedade”, completa Ferracini.

“Ao engajar as pessoas privadas de liberdade em atividades laborais, o sistema prisional oferece benefícios para os custodiados, que além do trabalho e do pagamento salarial também garantem a remição da pena, enquanto o Estado minimiza os custos, já que uma parte da remuneração recebida pelos apenados é revertida para o Fundo Penitenciário do Paraná, sendo utilizada em programas de trabalho dos privados de liberdade”, destaca o chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da PPPR, Boanerges Silvestre Boeno Filho.

A seleção de qual apenado vai ser direcionado para qual canteiro é feita por uma Comissão Técnica de Classificação, que avalia questões jurídicas como tempo de progressão de regime, comportamento carcerário, questões de ordem psicológica e social e vínculo com crime organizado, priorizando as pessoas por tempo de reclusão. A triagem do perfil dessa pessoa já inicia logo na chegada à unidade, onde são armazenados dados como nível de escolaridade, lugares em que já trabalhou e quais cursos profissionalizantes possui.

Para impulsionar reintegração social, Paraná dobra número de apenados com trabalho
A Colônia Penal Industrial (CPIM) de Maringá emprega vários apenados em uma indústria de artefatos de cimento Foto: Talita Diniz/PPPR

 

Esses canteiros reduzem custos operacionais e também oferecem uma oportunidade de qualificação e reintegração no mercado de trabalho aos apenados. Ao substituir a contratação de serviços externos por essa mão de obra, o Estado reduz gastos com manutenção de unidades penais, compra de uniformes e chinelos, por exemplo. A PPPR também economiza com a alimentação, que é fornecida pelas empresas cooperadas no local de trabalho, diminuindo os custos com marmitas.

  • Com decreto, programa Mulher Segura será expandido a todos os municípios do Paraná

ARRECADAÇÃO – A arrecadação proveniente dos canteiros cooperados é direcionada ao Fundo Penitenciário do Paraná. Em 2024, o valor foi de R$ 11,2 milhões e, em 2023, R$ 8,3 milhões. Em 2025, o valor arrecadado já ultrapassa os R$ 928 mil. O Fundo é utilizado para remunerar os apenados que trabalham nos canteiros próprios da PPPR e também para a compra de equipamentos necessários para essas atividades.

Algumas unidades penais e cadeias públicas têm se destacado quanto às arrecadações por trabalho prisional. Entre as unidades penais, a Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II) possui a maior arrecadação até o momento, com R$ 91,2 mil, seguida pela Penitenciária Estadual de Guarapuava – Unidade de Progressão (PEG-UP), com R$ 85,6 mil. Em terceiro lugar está a Penitenciária Industrial Marcelo Pinheiro – Unidade de Progressão (PIMP-UP), de Cascavel, com R$ 77,8 mil arrecadados.

Já em relação às cadeias públicas, destacam-se as de Cascavel, com R$ 19,8 mil, Toledo com R$ 19,2 mil e Iporã, com R$ 13,7 mil.

“No Paraná há um esforço contínuo para expandir e diversificar as alternativas de inserção laboral no sistema penitenciário, com o objetivo de qualificar os apenados e prepará-los para a vida em sociedade após o cumprimento de sua pena. Essa abordagem visa não apenas oferecer uma nova perspectiva de vida para os internos, mas também garantir que, ao sair do sistema, estejam mais preparados para o mercado de trabalho e menos suscetíveis à reincidência criminal”, completa Boanerges.

Tags: apenados com trabalhoDestaquereintegração social

IMPRESSO

Outros Posts

Morre a atriz Glória Menezes, aos 91 anos
Obituário

Morre Glória Menezes, uma das atrizes mais importantes da história da TV brasileira

18 de agosto de 2026
Gisele e Romel se enfrentam no segundo turno da eleição para Reitoria da UEM
Maringá

Chapas de Gisele e Romel se enfrentam no segundo turno da eleição para Reitoria da UEM

18 de agosto de 2026
Foto:Rafael Macri/PMM
Maringá

Corrida Lilás reúne mais de 1,2 mil participantes em ação de combate à violência contra a mulher em Maringá

18 de agosto de 2026
Apuração ao vivo dos votosda eleição para Reitoria da UEM
Maringá

Acompanhe ao vivo a apuração de votos para Reitoria da UEM

18 de agosto de 2026
Em 2025, a Orquestra Jovem também abriu o Femucic no Parque do Ingá (Crédito: Arquivo/Cristiano Martinez)
Cultura

Orquestra Jovem Sesc Paraná abre 47º Femucic, no Parque do Ingá, dia 30 de agosto

18 de agosto de 2026
Divulgação/Maringa FC
Esportes

Maringá FC se mantém no páreo, mas ‘precisa’ de tropeços dos concorrentes

18 de agosto de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Economia
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Mercado
  • Cartões
  • Cripto
  • Investimentos
  • Contas Digitais
  • Finanças
  • Benefícios
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.