A Polícia Federal comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que não conseguiu localizar Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, para o cumprimento de um mandado de prisão domiciliar expedido neste sábado.
Carlos Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de prisão no processo que apura a trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está entre os dez investigados que tiveram a prisão domiciliar determinada por decisão do ministro.
Segundo a PF, os agentes estiveram no endereço residencial informado em São Paulo, mas constataram que o presidente do instituto não mora mais no local. Ao entrarem em contato com a defesa, os policiais foram informados de que o próprio investigado se recusou a repassar um novo endereço aos advogados.
Carlos Rocha ganhou destaque nacional após ser contratado pelo Partido Liberal para elaborar estudos que embasaram uma ação no Tribunal Superior Eleitoral questionando o resultado do primeiro turno das eleições de 2022. O material apresentado utilizou informações falsas para levantar suspeitas sobre o sistema de votação eletrônica. Apesar da condenação, ele ainda responde em liberdade enquanto recorre da decisão.
Com a frustração no cumprimento do mandado, caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes definir os próximos passos do caso. Entre as possibilidades está a decretação da prisão preventiva do presidente do Instituto Voto Legal.