Gaeco denuncia três pessoas por aliciamento de jogadores para manipulação de resultados

Gaeco denuncia três por aliciamento de jogadores para manipulação de resultados

A tentativa de aliciamento ocorreu minutos antes a partida entre o Londrina e o Maringá F.C. em partida pela Série C do Brasileirão Foto: Rafael Martins / LEC

O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou três suspeitos de tentativa de manipulação em esquema de apostas esportivas. O trio teria tentado aliciar pelo menos três jogadores do Londrina Esporte Clube e Reinaldo, do Mirassol. Todos recusaram as abordagens.

A denúncia ocorre a partir da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025 e voltada à apuração de tentativas de aliciamento de atletas do Londrina EC.. Os três denunciados, que atuavam como empresários no ramo esportivo, foram requeridos pela prática dos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo.

Um dos denunciados é Igor Gutierrez Freitas, filho do tetracampeão mundial de boxe Popó Freitas. Segundo as investigações, os dois abordaram três jogadores do Londrina cerca de uma hora antes da partida contra o Maringá. O jogo ocorreu em 26 de abril, pela terceira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. A quantia de R$ 15 mil foi oferecida a pelo menos um dele, que recusou a proposta. Os empresários pediam que fosse forçado um cartão amarelo até os 27 minutos do primeiro tempo.

Em setembro, o MP-PR havia cumprido mandados de busca e apreensão na Operação Derby em endereços de Salvador e Itapema (SC). Os três acusados foram enquadrados na prática de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo.

As apurações tiveram início após o Gaeco receber informações da Delegacia de Polícia Federal de Londrina, relatando abordagens a jogadores antes de uma partida contra o Maringá Futebol Clube, válida pelo Campeonato Brasileiro Série C de 2025.

Os denunciados utilizavam redes sociais e aplicativo de mensagens para prometerem vantagens financeiras a atletas em troca de eventos específicos em campo, como o recebimento deliberado de cartões amarelos. A pelo menos um dos jogadores abordados foi oferecida a quantia de R$ 15 mil.

Um dos líderes do esquema utilizava o fato de ser filho de um renomado boxeador para ganhar a confiança das vítimas. Nenhum dos jogadores contatados aceitou a oferta criminosa.

Reinaldo, do Mirassol, recusou abordagem que lhe ofereceu pagamento por forçar cartão. Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol

 

“Lembrando que os jogadores recusaram a proposta. As investigações caminham no sentido de confirmar essa abordagem e a possíveis outras”, informou o promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa.

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Os crimes contra a incerteza do resultado esportivo estão descritos na Lei Geral do Esporte (Lei 14.587/2023) e têm penas que podem variar de dois a seis anos de reclusão, além pagamento de multa. Além da condenação dos acusados às penas previstas na legislação, o Ministério Público requereu judicialmente a determinação do pagamento de dano moral coletivo no valor sugerido de R$ 150 mil, como forma de reparação do prejuízo causado à integridade e à incerteza do resultado esportivo.

Com informações da Assessoria do MP-PR

 

 

 

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