Maringá e cidades vizinhas (no raio de até 30 km) somam, no acumulado do ano, 96.374 contratações, conforme a consulta da reportagem à base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Do outro lado, são 92.103 desligamentos no período. Assim, o recorte com seis municípios fechou com saldo de 4.271 novas vagas com carteira assinada de janeiro a agosto.
O Caged constitui fonte de informação do mercado de trabalho de âmbito nacional e de periodicidade mensal. Foi criado como instrumento de acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos pela CLT, com o objetivo de assistir os desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego. A partir de 1986, passou a ser utilizado como suporte ao pagamento do seguro-desemprego e, mais recentemente, tornou-se, também, um relevante instrumento à reciclagem profissional e à recolocação do trabalhador no mercado de trabalho.
Como era de esperar, a Cidade Canção, pelo tamanho e posição de polo da região, lidera a geração de empregos. No acumulado de 2026, o mercado de emprego formal maringaense já realizou 76.561 contratações e 73.197 desligamentos. Com isso, o saldo até o momento é de 3.364 novas vagas com carteira assinada, o que representa uma variação de 2,01% e estoque mensal de 170.855.
Na consulta da reportagem à base de dados, o setor de serviços puxou a geração de empregos no ano na Cidade Canção. De janeiro a agosto, esse setor terciário, que é a área da economia que engloba todas as atividades voltadas à prestação de serviços e ao comércio, criou sozinho 1.710 novos postos, pois o número de admissões (36.663) ficou acima das demissões (34.953) no período.
Na segunda posição, figura a construção, que é o ramo da economia dedicado ao planeamento, projeção, execução, manutenção e restauro de edifícios e infraestruturas. Gerou 1.028 empregos no acumulado do ano em Maringá; ou seja, 7.350 contratações e 6.322 demissões.
Logo atrás, mais dois setores ficaram no azul ao longo desses oito meses do ano: indústria, com 431 novas vagas; e comércio, +198. Somente a agropecuária teve saldo abaixo, -3.

Sarandi
Sarandi figura como a segunda cidade que mais teve contratações na vizinhança de Maringá. Foram 6.113, contra 5.999 demissões. Saldo de 114 novos postos de janeiro a agosto. Três setores se destacam no mercado formal sarandiense: construção, com 116 vagas; serviços, 93; e comércio, 64.
Do outro lado, indústria e agropecuária amargam perdas no ano: -153 e -6, respectivamente.
Demais
Mandaguari teve 4.878 contratações e 4.459 demissões, com saldo de 419 novos postos. Os motores do mercado local se concentraram na indústria (+358), serviços (+83) e agropecuária (+3). Mas o comércio ficou no vermelho, tendo saldo de -24, e a construção, -1.
Já em Marialva, o mercado de trabalho contratou 3.778 e demitiu 3.547, resultado em 231 empregos formais. Destaque para a indústria, que gerou 122 vagas; seguida pelo comércio, com 105 postos. Depois, vem a contração (+12) e serviços (+9). Somente a agropecuária fico no negativo, -17.
E finalizando o recorte geográfico feito pela reportagem, Mandaguaçu fechou o período de janeiro a agosto com 2.111 admissões e 1.983 desligamentos. Saldo de 128 vagas. Entre os setores analisados, a construção lidera a geração, com 83 novos postos. Em seguida, vem serviços (+55) e comércio (+42). Na outra ponta, indústria e agropecuária perderam vagas: -44 e -8, respectivamente.








