O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor extremo e montou uma força-tarefa coordenada para minimizar os riscos à saúde e garantir a segurança da população durante o período de réveillon. Entre as ações implementadas, estão reforço nas unidades de pronto atendimento (UPAs), distribuição de água e gelo, monitoramento ambiental e protocolos clínicos para casos de desidratação.
De acordo com a secretária de Saúde, Cláudia Mello, o aumento da população na cidade durante o réveillon torna o período ainda mais crítico. As UPAs receberam reforço de equipes para agilizar o atendimento de pessoas com sintomas associados ao calor, como náuseas, tontura, taquicardia, confusão mental, respiração rápida, insolação e desidratação.
A Cedae começou a distribuir 15 mil litros de água e 3,4 toneladas de gelo nas praias mais movimentadas, incluindo Copacabana, Leme, Arpoador, Ipanema e Leblon, além de instalar pontos de hidratação em terminais de transporte como Central do Brasil, Bangu, Campo Grande e Madureira, considerados ilhas de calor. O diretor-presidente da companhia, Aguinaldo Ballon, informou que a ação será expandida a outros municípios, como Nova Iguaçu, e que não há risco de desabastecimento de água, mesmo com aumento do consumo no verão.
Além da hidratação, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) instalou bebedouros em unidades de saúde, disponíveis para pacientes e qualquer pessoa que necessite de água. A SES também adotou protocolos de classificação de risco e manejo clínico dos pacientes atendidos nas UPAs.
O governo do estado mantém monitoramento meteorológico constante, segurança reforçada nas praias, vigilância ambiental e atenção especial a grupos vulneráveis, incluindo a população em situação de rua no centro da cidade. Segundo o secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, o objetivo é garantir prevenção e resposta rápida.
No período de verão, a Operação Verão do Corpo de Bombeiros intensificou o atendimento nas praias. Desde 19 de dezembro, foram resgatadas mais de 19 mil pessoas, sendo 13 mil na capital, e localizadas 3,1 mil crianças perdidas, com recomendação de pulseirinhas de identificação para facilitar o reencontro com responsáveis.
O reforço no efetivo incluiu mais de mil homens atuando nas praias, drones com alertas sonoros sobre riscos no banho de mar e 38 postos móveis de guarda-vidas. Segundo o coronel Charbio Marchett Pinho Guijarro, essas ações garantem maior segurança e agilidade no atendimento, prevenindo acidentes e complicações de saúde relacionadas ao calor extremo.
Com essas medidas, o estado do Rio de Janeiro busca enfrentar de forma coordenada a onda de calor e proteger a população, mantendo o abastecimento de água normal e reforçando o atendimento médico e de segurança nas regiões mais afetadas.


